Primeira reportagem com novo ídolo do rubro-negro foi feita pelo Jornal Opção, em 2017, antes de sua contratação ser confirmada pelo Goiás

Michael, comemorando gol quando ainda jogava pelo Goianésia | Foto: Reprodução

Mauro Cezar Pereira é um dos mais respeitados comentaristas esportivos do País. Também um dos mais polêmicos.

Um dos raros no meio do jornalismo esportivo a admitir ter um time do coração, o Flamengo  – também torce para o argentino Racing –, ele relutou a aceitar o valor pago pelo clube, 7,5 milhões de euros, pela contratação do atacante Michael, em 2020. Segundo ele, seria um risco grande demais para uma incógnita.

E até o ano passado, quando depois de um extraordinário Campeonato Brasileiro pelo Goiás em 2019 Michael passou maus bocados, Mauro estava certo. Sem vaga no ótimo time titular rubro-negro, chegou a virar piada entre torcedores. O novato foi perdendo espaço e entrou em depressão, conforme ele mesmo revelou.

Tudo mudou agora. Com o elenco sofrendo várias baixas por contusões, o pequeno jogador – apelidado de Robozinho, por imitar a comemoração de gols de Cristiano Ronaldo (chamado de Robozão), ele tem 1,66 metro – foi ganhando confiança, fazendo gols e agora se tornou o artilheiro não só da equipe, mas do campeonato: fez dois neste domingo, 14, contra o São Paulo, e agora chegou a 13.

E agora tudo mudou: a torcida está exigindo, inclusive, que Michael seja titular na final da Copa Libertadores, dia 27 em Montevidéu, contra o Palmeiras. E Mauro Cezar deu seu braço a torcer no Twitter:

Em 2017, antes mesmo de sua contratação pelo Goiás ser confirmada, o Jornal Opção fez a primeira reportagem com Michael, então com 20 anos e apenas um baixinho habilidoso do Goianésia que havia pedido música no Fantástico após marcar três vezes contra o Vila Nova numa goleada total por 5 a 1.

Na época, quando seu futuro no futebol era realmente imprevisível, apesar de toda a habilidade que demonstrava, a matéria foi, ao mesmo tempo, um percurso pela trajetória de vida de Michael – que antes jogava na várzea, após ter sido recusado em todos os outros times de Goiânia – e um ensaio de comparação com outros jogadores que tiveram carreiras de sucesso, maior ou menor, em condições semelhantes.

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