Ex-deputada federal não disputa cargo eletivo desde 2014, quando perdeu para Ronaldo Caiado as eleições para o Senado Federal

De volta à política após perder as eleições para o Senado Federal em 2014, a ex-deputada federal Marina Sant’Anna (PT) pretende voltar a concorrer a um cargo eletivo. Dessa vez, ela vai disputar uma vaga de deputada estadual pela sigla. Marina tem articulado a pré-candidatura junto ao deputado federal Rubens Otoni (PT) e a deputada estadual Adriana Accorsi (PT).

Ao Jornal Opção, ela disse que este retorno faz parte de um sonho, um novo governo federal com uma tarefa política que passa pelas mãos do PT e do ex-presidente Lula (PT). O grupo do qual ela faz parte tem lideranças importantes neste novo momento político e isso lhe cacifa para retornar a política. “Vamos lutar para a implementação do desenvolvimento sustentável e das responsabilidades sociais que cabem ao Estado”, justifica a petista.

A articulação está sendo feita por ela e pelo ex-vereador Serjão (PT), que é dirigente da sigla e auxilia a ex-deputada federal. Ela é vista pelos petistas como um dos nomes que fortalecem a chapa para a disputa a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e, principalmente, a chapa petista no legislativo estadual. A petista inclusive esteve na assembleia na última quarta-feira, 24, para um encontro com a deputada Adriana Accorsi. Antes, no dia 21, se reuniu com o deputado federal Rubens Otoni, quando anunciou a pré-campanha ao legislativo.

A presidente Regional do partido, Kátia Maria, também confirma o retorno de Marina à política como um nome de peso, que fortalece a sigla e traz votos. “Fortalece a sigla no Estado”, comenta. “O PT está empenhado em formar uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa e também para a Câmara Federal. Todas as lideranças que se dispuserem a participar terão todo o nosso apoio. Marina também. É um nome que fortalece a chapa do PT”, acrescenta Otoni.

Adriana Accorsi também comemorou o retorno de Marina à política. Segundo a deputada, a petista tem sonhos e causas em comum. “Será uma grande parceria de esperança”, disse a deputada estadual, que vai galgar novos caminhos. Ela deve ser candidata a deputada federal e abrirá espaço para que outros nomes tentem concorrer a uma cadeira na Alego.

Histórico na política

Primeira suplente na coligação PT, PMDB e PCdoB, com 57.449 votos, a petista assumiu o mandato durante quase toda a Legislatura de 2011 à 2015, quando o deputado federal Thiago Peixoto (MDB) deixou o cargo para assumir a secretaria de Educação do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com pequenos intervalos entre um retorno e outro.

A petista também foi eleita vereadora em 1988, 1992 e em 2004, quando foi a segunda parlamentar mais votadas nas eleições. Ela teve 8.328 votos no pleito, atrás somente do também ex-deputado federal Fábio Sousa (eleito pelo PSDB).

Ela também sofreu duas grandes derrotas: concorreu ao governo do Estado em 2002, quando ficou em terceiro lugar, com 15 mil votos; e para o Senado Federal, em 2014, quando ficou em terceiro lugar com 298 mil votos. Á época, ela disputou o cargo com o então deputado federal Ronaldo Caiado, eleito senador com 1,2 milhão de votos, e com Vilmar Rocha (PSD), que marcou um milhão de votos. Desde então, Marina não concorre a nenhum cargo eletivo.