Marconi nega caixa 2 em campanhas e expõe incoerências em delações

Governador de Goiás teve o nome citado por delatores da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato 

Marconi Perillo concede entrevista coletiva a jornalistas sobre citações em delações | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), voltou a afirmar em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16/5) que não houve caixa 2 em sua campanha de reeleição ao governo do Estado de Goiás em 2014.

Ele recebeu jornalistas no salão verde do Palácio das Esmeraldas onde esclareceu dúvidas sobre as citações a seu nome por parte de delatores da empreiteira Odebrecht. Aos veículos de imprensa, o governador expôs trechos das delações que mostram incoerências nos depoimentos dos executivos da empreiteira.

Segundo Marconi Perillo, em momento algum seu nome foi associado a casos de propina e corrupção com finalidades de obter vantagens pessoais e que as citações a seu nome se restringem apenas a supostas denúncias de caixa 2, as quais ele nega terem existido. 

“As doações para as campanhas foram feitas dentro da legalidade. É bom que se diga que em 2010 e 2014, era permitida a doação por parte das empresas privadas. Procuramos empresas e pessoas que tinham condições econômicas”.

Neste contexto, o governador ressaltou que a Odebrecht era a maior empreiteira do Brasil e uma das maiores do mundo e não foi a única doadora da campanha. Além disso, mostrou documentos que mostram que as doações foram apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Sobre a suspeita de que teria pedido R$ 50 milhões para a campanha de 2014, Marconi disse que considera a insinuação “absurda”. “Nem se eu fosse candidato a presidente teria tamanha ousadia. Nunca tratei de valores específicos de campanha com ninguém. Não tem o menor cabimento eu pedir a uma única empresa os gastos que tive em toda a campanha. Afirmação de que teria pedido chega a ser ridículo e, na minha opinião, desmoraliza o delator”, disse.

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