Eleito com  mais de 51%, contra 44,7% de Sandoval Cardoso (SD), Miranda  disse que a prioridade é resolver o que ele chamou de “caos” na saúde

Gilson Cavalcante

O governador eleito do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) disse agora à noite, durante coletiva com a imprensa, que um dos primeiros atos de seu governo é realizar um choque de gestão. Eleito com  mais de 51%, contra 44,7% de Sandoval Cardoso (SD), Miranda  disse que a prioridade é resolver o que ele chamou de “caos” na saúde.

“Vamos sentar com os companheiros que nos ajudaram e montar uma equipe para definirmos as ações mais imediatas que o governo precisa realizar”, sustentou o peemedebista. Uma de suas metas é reduzir o índice de mortalidade infantil. A expectativa de Miranda é de que o atual governador abra as portar da administração para o processo de transição de governo seja feito com a maior transparência e cordialidade possíveis.

O governador eleito não negou preocupação com o que denominou de administração bagunçada. Ele entende que um dos seus principais desafios é tornar o Tocantins um Estado viável industrialmente. Para isso, afirmou que vai buscar recursos para investir no setor de transportes multimodais. Ele considerou que o agronegócio é o principal pilar da economia tocantinense e, por isso mesmo, carece de atenção especial de investimentos em infraestrutura.

”Não sou de deixar companheiro na chapada”, disse ao se referir à formação de sua equipe de governo, assunto que ele vai começar a discutir dentro de 30 a 45 dias. “Serei um governador municipalista”, assegurou, dizendo que vai recuperar a autoestima dos toantinenses.