Manifestantes saqueiam, vandalizam e ameaçam direção antes de abandonar IEG

Vistoria preliminar aponta ausência de computadores, aparelhos de ar condicionado, entre outros. Há também pichações, portas arrancadas e armários arrombados

"Disseram que desocuparam, mas que vão retornar e que ficássemos espertos, porque aqui eles mandam”, lamentou a diretora | Foto: Divulgação

“Disseram que desocuparam, mas que vão retornar e que ficássemos espertos, porque aqui eles mandam”, lamentou a diretora | Foto: Leo Iran

A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informa que manifestantes abandonaram o Instituto de Educação de Goiás (IEG) na noite desta sexta-feira (19/2), deixando a tradicional unidade escolar depredada e sob ameaça.

Vistoria preliminar aponta a ausência de mais de 50 computadores, além de três aparelhos de ar condicionado (24.000 Btus), cinco data shows, cinco notebooks, modem, três impressoras, máquina fotográfica, filmadora, utensílios da merenda escolar, cheques, dinheiro, documentos oficiais da escola, além de centenas de conjuntos do aluno (cadeiras e mesas).

A escola foi invadida no dia 12 de dezembro. A desocupação ocorreu de forma voluntária, sem nenhuma negociação ou interferência da Seduce, mas deixou rastros de vandalismo pelos corredores e dentro das salas. A direção do IEG foi informada pela vizinhança que o grupo estava deixando o local. Além dos bens saqueados e da bagunça, há pichações, portas arrancadas e armários arrombados. As chaves da escola ficaram jogadas na calçada.

“Levaram dinheiro que os funcionários haviam juntado para comprar novos uniformes, toda a documentação da escola e cheques de pagamentos”, disse a diretora da unidade, Luciana Teles. “Mas o que eu acho mais complicado é a ameaça que deixaram pra mim e para a escola em cima da mesa. Disseram que desocuparam, mas que vão retornar e que ficássemos espertos, porque aqui eles mandam”, lamentou.

De acordo com o subsecretário Metropolitano, Marcelo Ferreira, o laboratório de informática do IEG havia acabado de receber 47 máquinas novas para instalação quando a unidade foi ocupada. “Os poucos computadores que permaneceram nós encontramos danificados”, observou.

Uma força-tarefa foi criada para colocar a tradicional escola goiana em ordem. Por causa da depredação, não há previsão de quando as aulas irão começar. “Vamos nos esforçar para iniciar o ano letivo o mais rápido possível, mas a situação é muito crítica”, completou o subsecretário.

Até o momento 28 unidades foram devolvidas à Seduce. A única que permanece ocupada, mas que tem mandado de reintegração de posse, é o Colégio Estadual José Carlos de Almeida, desativado desde 2014 por pouca demanda de matrículas.

Veja imagens da unidade após a desocupação:

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