Durante almoço com deputados da base nesta terça-feira, 20, no Palácio das Esmeraldas, o governador Daniel Vilela (MDB) voltou a sinalizar que não pretende intervir, no momento, nas articulações internas da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para a eleição da Mesa Diretora.

“Eleição é dia primeiro de fevereiro. Nós temos três meses e 10 dias [até lá]. Preferência é que seja alguém da base, seja aliado, que esteja conosco, no nosso time político. Todos têm o direito de construir”, comentou, em entrevista ao Jornal Opção.

O chefe do Executivo estadual admitiu, contudo, que pode contribuir para uma “unificação” nas vésperas eleição do novo presidente da Casa. “Naturalmente, eles vão, cada um, passar por um filtro. Mais na frente eu posso ajudar a fazer o entendimento de unificação. Mas nesse momento, são eles que têm que fazer o trabalho”.

Na disputa pelo comando da Alego, como já adiantado pela coluna Bastidores, têm ganhado peso na disputa os deputados Issy Quinan (MDB), Virmondes Cruvinel (UB) e Talles Barreto (UB). Desses, Issy desponta como favorito (e é o mais ligado ao governador reeleito Daniel Vilela). No entanto, também estão no páreo Wilde Cambão (UB), Paulo do Vale (PSD), Wagner Neto (SD), Cairo Salim (MDB) e Lissauer Vieira (PL).

Questionado se os deputados da base não reeleitos, como Lincoln Tejota e Lucas Vergílio, podem ter uma participação na administração estadual no novo mandato, incluindo secretarias, Daniel Vilela foi categórico. “Claro. Foram importantes parceiros ao longo desses anos. Todos têm muita experiência política, conhecem a máquina do Estado. Então, podem, sim, nos ajudar.”

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