Senador Canedo passou a utilizar uma nova estratégia no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Mais de 200 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) foram instaladas em diferentes pontos do município para ajudar a interromper o ciclo de reprodução do vetor.

A tecnologia, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, aproveita o próprio comportamento do mosquito para levar o larvicida a locais que podem servir como criadouros.

As estações são recipientes que contêm larvicida em pó. Ao pousar no equipamento, o Aedes aegypti entra em contato com pequenas partículas do produto, que ficam aderidas às patas e ao corpo.

Quando deixa a estação e procura outros locais para depositar os ovos, o mosquito transporta o larvicida. O produto acaba sendo levado para recipientes com água e atua sobre as larvas presentes nesses pontos, impedindo que completem o desenvolvimento até a fase adulta.

Na prática, a estratégia transforma o próprio mosquito em disseminador do produto utilizado para reduzir sua reprodução.

Mais de 200 pontos recebem tecnologia

As EDLs foram distribuídas em mais de 200 pontos de Senador Canedo e passam a integrar as medidas adotadas pelo município para controlar a população do Aedes aegypti.

A estratégia funciona de maneira complementar às ações já realizadas pelas equipes de saúde e busca ampliar o alcance do combate ao vetor, inclusive em criadouros que podem ser de difícil identificação ou acesso.

Ao contrário de medidas direcionadas diretamente aos mosquitos adultos, o larvicida atua nas formas imaturas do Aedes, interrompendo seu desenvolvimento e reduzindo a possibilidade de surgimento de novos mosquitos.

Prevenção dentro de casa continua necessária

Apesar da adoção da tecnologia, os cuidados da população continuam sendo necessários para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Entre as principais medidas estão eliminar recipientes capazes de acumular água, manter caixas-d’água devidamente fechadas, limpar calhas e realizar a manutenção periódica de quintais e áreas externas.

As ações são importantes para reduzir os locais disponíveis para reprodução do mosquito e, consequentemente, diminuir o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya.

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