Magda Mofatto defende Reforma da Previdência: “Senão vamos afundar de vez”

Segundo a deputada, o governo tem que trabalhar muito para aprovação

Deputada federal eleita, Magda Mofatto (PR) / Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

A deputada federal Magda Mofatto (PR) irá votar a favor da Reforma da Previdência. Em entrevista ao Jornal Opção, ela afirmou que as mudanças são necessárias por causa da “crise econômica e política do país”.

“O país já está quebrado, tem que haver reforma senão vamos afundar de vez”, afirmou, comparando com a situação do Estado do Rio de Janeiro.

Apesar do voto, Magda ainda não está convicta sobre a aprovação da reforma. “O governo tem que trabalhar muito ainda”, declarou.

“O governo cedeu bastante já. Como a expectativa de vida com saúde tem aumentado muito, com as mudanças progressivas o Brasil vai reformar hoje para ter no futuro”, finalizou.

 

Aprovação do relatório

A Comissão Especial da Reforma da Previdência concluiu na noite do dia 9 de maio a votação dos destaques ao relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Agora, o texto está liberado para ser levado ao plenário da Câmara. A expectativa é que a votação ocorra nos dias 24 e 31 de maio, em dois turnos.

Com exceção de um destaque, a orientação do governo foi para que a base aliada rejeitasse todos os adendos, sob a justificativa de finalizar a votação o texto sem grandes modificações. A única alteração aprovada por todos os partidos com representação na comissão é a que devolve à Justiça estadual a competência para julgar casos relacionados a acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez.

Todos os destaques do PT foram rejeitados. O partido queria eliminar as mudanças no acesso aos benefícios assistenciais, entre eles o Benefício de Prestação Continuada (BCP).

Os deputados também rejeitaram um destaque apresentado pela bancada do PSB, que queria garantir que servidores que começaram a contribuir até 2003 tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam, além de terem reajuste equivalente ao dos servidores ativos.

O relatório de Maia diz que a integralidade do salário só será garantida se o servidor atingir 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) e o tempo mínimo de 25 anos de contribuição.

Também foi rejeitado um destaque semelhante, apresentado pela bancada do PDT, mas que tratava apenas dos servidores que ingressaram no serviço público até 31 de dezembro de 2003. Com o acréscimo, o partido queria que esses servidores tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam.

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Lincoln Alves Diniz

Está deputados de Goiás são um bando de covardes, querendo matar o trabalhador, sendo que na hora de pedir votos, estes safados tem a cara de pau. Mas eles vão ter um sopreza não vai ser reeleitos, si depender do meu voto jamais, bandos de ladrões!

Marcos

É verdade sim concordo com vc
Mais nós vamos mostrar a esses bandidos desfarsados de deputados e senadores
Não votaremos em politicos corruptos.
Daniel vilela e mágda mordato são aguns deles

Simone

Defende essa reforma torpe porque na certa é incapaz de propor algo que realmente ajude o país a melhorar. Tem que garantir o dela e tirar do trabalhador. Na certa a nobre deputada já está recebendo suas verbinhas do governo Temer para vender seu voto e defender a reforma publicamente. Se estivesse preocupada com o trabalhador, iria propor uma reforma que respeitasse direitos.