Madrugada de protestos no Chile faz presidente recuar

Lembrando os protestos brasileiros de junho de 2013, o estopim das manifestações chilenas são o aumento da tarifa do transporte público, mas abrangem privilégios de políticos e desigualdade social

Chile tem madrugada de intensos protestos deflagrados pelas redes sociais por conta do aumento da tarifa do transporte. Três pessoas morreram queimadas em saques a um supermercado da rede Líder (controlado pelo americano Walmart). Dezenas de outros estabelecimentos foram saqueados e incendiados, toque de recolher foi dado, 9500 agentes de segurança foram mobilizados e o presidente Sebastián Piñera decretou estado de emergência por quinze dias. Piñera recuou e suspendeu o aumento da tarifa no sábado (19).

O estopim das manifestações foram o aumento de 800 a 830 pesos chilenos no preço da passagem do metrô. 41 estações foram destruídas em protesto ao aumento, que em reais representa R$ 0,17. As cidades de Santiago, Valparaíso e Concepción são as principais afetadas pelos protestos e amanheceram com muito lixo, destroços, ônibus e bicicletas de aluguel destruídas.

O presidente Sebastián Piñera convocou uma mesa de diálogo para atender as demandas sociais, que não são encabeçadas por um líder ou lista de reivindicações, além ter marcado reunião com seus ministros neste domingo, 20, para abordar a situação.

Os protestos, que começaram pacificamente, levou às ruas milhares de pessoas manifestantes conclamados pelas redes sociais sob os lemas “ChileSeCanso” e “ChileDesperto”. Apesar de o estopim ter sido a tarifa do metrô, a principal queixas dos manifestantes é a alta desigualdade social. Os também protestantes enumeram: valores de pensões reduzidos; alta do preço dos serviços básicos; serviços básicos privatizados, incluindo água; altos salários de políticos; elevada dívida por débito universitário.

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