Luziânia pode ganhar um novo distrito industrial por meio de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo de Goiás. A proposta está em discussão entre o prefeito Diego Sorgatto e o governador Daniel Vilela e prevê a participação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) na busca por uma área para implantação do empreendimento.

Ao Jornal Opção, Sorgatto afirmou que as conversas estão avançadas e que a industrialização do município está entre as principais demandas apresentadas por ele ao governo estadual. A intenção é criar uma área capaz de receber indústrias, centros de distribuição e outras empresas, ampliando a geração de empregos e a arrecadação municipal.

“A gente sempre tem um grande desejo, que eu já tenho conversado com o governador, que é avançar na parte industrial. Conseguir desenvolver aqui em Luziânia uma parceria com o Governo do Estado para montar um parque industrial, industrializar a cidade e trazer mais oportunidades para a nossa gente na geração de emprego e renda”, afirmou.

Codego pode participar do projeto

Segundo o prefeito, uma das possibilidades discutidas com Daniel Vilela envolve diretamente a Codego. A companhia poderia participar do processo de identificação e viabilização de uma área destinada ao futuro distrito industrial.

“Na parte do avanço da industrialização, ele me falou, inclusive, de uma parceria que a gente pode desenvolver com a Codego para buscar uma área aqui, desapropriar e conseguir a implementação de um parque industrial. A gente tem discutido isso de forma bem avançada”, revelou.

Apesar das tratativas, ainda não há definição sobre a localização do empreendimento, tamanho da área, investimento necessário ou prazo para implantação.

Para Sorgatto, a posição geográfica de Luziânia é um dos principais argumentos para atrair empresas. O município é cortado pela BR-040 e está próximo de Brasília, além de integrar uma das regiões mais populosas de Goiás.

“Eu acho que, na questão logística, Luziânia é ainda melhor que Anápolis, porque nós estamos aqui às margens da BR-040, que corta o país inteiro. Estamos a 40 minutos da capital federal e do aeroporto de Brasília”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, essa localização poderia favorecer tanto a instalação de novas indústrias quanto a abertura de centros de distribuição e filiais de empresas que atuam em outras regiões do país.

“Nós temos a faca e o queijo na mão para oferecer atrativos para as grandes indústrias do país se instalarem aqui e, obviamente, colaborar com a prefeitura local e com o Governo do Estado na geração de emprego, renda e receita para a nossa região”, disse.

Infraestrutura é outro desafio

Além da criação do distrito industrial, Sorgatto afirma que tem discutido com o governador investimentos em infraestrutura. Entre as demandas estão obras de pavimentação asfáltica, drenagem e macrodrenagem, consideradas difíceis de serem executadas apenas com recursos próprios do município.

Segundo o prefeito, a administração municipal está contratando uma assessoria para buscar uma operação de crédito destinada a financiar parte dessas intervenções.

“São obras caras, que a gente não consegue fazer com dinheiro de prefeitura. Estamos falando de R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões. O dinheiro do dia a dia da nossa receita não consegue avançar nesse ponto como a gente gostaria”, explicou.

Sorgatto afirma que industrialização e infraestrutura são hoje as duas principais pautas tratadas com Daniel Vilela. No caso do distrito industrial, as conversas ainda estão na fase de estruturação do projeto e dependem, entre outros pontos, da definição de uma área e da formalização da participação do Governo de Goiás.

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