Casas Bahia fecha 298 lojas e pode cortar 3 mil empregos em meio a crise financeira
14 agosto 2026 às 18h46

COMPARTILHAR
O grupo Casas Bahia decidiu fechar 298 lojas a partir desta sexta-feira, 14, segundo informações do jornal Valor Econômico. O número representa quase 30% das pouco mais de mil unidades que estavam em funcionamento no país. A medida faz parte de um plano de redução de despesas que deve ser detalhado pela empresa nos próximos dias.
Funcionários de diferentes regiões do país relataram ter encontrado lojas do grupo fechadas ao chegarem para trabalhar nesta sexta-feira. Segundo o Valor Econômico, cerca de 600 funcionários foram demitidos na quinta-feira. Outros 1,3 mil a 1,4 mil trabalhadores devem ser desligados nesta sexta.
Com isso, o número de demissões pode chegar a aproximadamente 3 mil funcionários. A redução do quadro de funcionários e de lojas está entre os maiores cortes realizados pela Casas Bahia nos últimos anos. O grupo é uma das maiores empresas varejistas do Brasil e reúne as marcas Casas Bahia e Pontofrio, além de operações de comércio eletrônico, a fabricante de móveis Bartira, o Extra.com.br, a plataforma financeira Casas Bahia Pay e a operação logística CBfull.
No balanço do primeiro trimestre, encerrado em março, a companhia já havia informado uma redução no número de lojas. Na ocasião, foram fechadas 12 unidades da Casas Bahia e 14 do Pontofrio. A empresa também adiou a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre.
O balanço, que estava previsto inicialmente para quarta-feira, 12, foi remarcado para as 17h desta sexta-feira. A teleconferência com analistas e investidores está prevista para segunda-feira, 17. Em comunicado aos acionistas divulgado na terça, 11, a companhia informou que a mudança de data ocorreu para concluir os procedimentos relacionados ao formulário com as informações contábeis antes da aprovação e divulgação dos resultados.
Entre os fatores que pressionam a situação financeira da Casas Bahia estão o elevado endividamento das famílias, que reduz o poder de compra dos consumidores, e a sequência de prejuízos registrados pela empresa. Em 2024, a Casas Bahia chegou a entrar em recuperação extrajudicial devido a problemas em sua estrutura de capital.
A situação foi posteriormente resolvida por meio de um acordo com bancos. Mesmo após a renegociação, porém, a empresa continua enfrentando dificuldades provocadas por vendas pressionadas e altas despesas financeiras. De acordo com a apuração do Valor Econômico, a Casas Bahia também estaria adiando pagamentos a lojistas que vendem produtos por meio de seu marketplace, inclusive operações realizadas via Pix.
A companhia ainda estaria negociando prazos maiores para pagamentos a fornecedores como forma de melhorar o fluxo de caixa. A empresa ainda não se manifestou. O texto poderá ser atualizado caso a companhia se manifeste.
Leia também:


