Plataforma de apostas autorizada no Brasil já foi condenada em Goiás por reter valores de apostador
18 maio 2026 às 15h52

COMPARTILHAR
O Ministério da Fazenda autorizou a atuação da plataforma de apostas 1xBet no Brasil. A empresa, no entanto, ainda responde judicialmente por supostos bloqueios de prêmios no país e já foi condenada em Goiás, conforme revelou o Estadão.
A companhia afirma seguir padrões rigorosos de compliance e políticas de jogo responsável. Apesar disso, continua enfrentando ações judiciais relacionadas à retenção de valores de apostadores. Em sua defesa, alega não ter controle sobre o site citado nos processos, argumento que já foi rejeitado por tribunais de Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No Brasil, a operação da plataforma é feita pela Defy Ltda, em parceria com a Lutum Limited. Mesmo antes da autorização federal, a plataforma já oferecia serviços de apostas no país após a entrada em vigor das novas regras para o setor.
A autorização definitiva da Defy foi concedida em 29 de julho de 2025 após pedidos negados desde o fim de 2024. Em Goiás, a empresa pagou R$ 3,1 mil a um apostador que alegou ter tido valores bloqueados antes da regulamentação do mercado. Não houve recurso da decisão.
A 1xBet também já foi chamada de “Grupo Wagner das apostas” por Corentin Ségalen, integrante da Autoridade Nacional de Jogos da França, em referência ao grupo paramilitar russo Grupo Wagner. O histórico da empresa inclui ligações com operadores ilegais monitorados pela Sportradar, além de suspeitas envolvendo movimentações bilionárias.
Além disso, a companhia já foi alvo de denúncias internacionais sobre a suposta realização de eventos esportivos falsos e uso irregular da plataforma em países onde as apostas são proibidas.
Diante de aprovações do governo federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a segunda edição do programa Desenrola. A iniciativa prevê benefícios para participantes que permanecerem um ano sem apostar. Em entrevista, Lula questionou: “Se as bets causam mal, por que não acabamos com elas?”.
Leia mais: Vício em bets faz grupos de apoio dobrarem atendimentos em Goiás após pandemia



