Lucas Calil se opõe a corte de R$ 400 mi em educação

Parlamentar afirma estar confiante que fará o governador voltar atrás, como nos episódios do passe livre, do Jovem Cidadão e do Eixo Anhanguera para Senador Canedo, Trindade e Goianira

"Estão priorizando conchaves", diz Lucas Calil sobre fim do orçamento impositivo

Lucas Calil se coloca como defensor da educação e diz que irá lutar contra fim da vinculação | Foto: Divulgação

O deputado estadual Lucas Calil (PSD) afirma que lutará contra redução de investimentos na Universidade Estadual de Goiás (UEG). A base do Governo trata na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) trata como prioridade as reduções nas vinculações constitucionais do orçamento público, em especial o fim da obrigação de investir 2% do tesouro na UEG.

“Isso evidencia retrocesso que vivemos em Goiás. Em qualquer nação que se preze, investimentos em educação, ciência, inovação e tecnologia são a principal agenda a ser cumprida para um desenvolvimento econômico, humano e social”, afirmou o parlamentar. O fim da vinculação resultaria em ônus de R$ 400 milhões para a Educação.

Atualmente, a constituição federal obriga que 25% do tesouro do Estado seja gasto em educação de forma geral; além disso, a constituição estadual obriga que 2% seja investido no ensino superior. Lucas Calil afirma que, se a UEG for incluída nos 25% da educação geral, o que acontecerá é que os R$ 400 milhões para funcionamento da universidade serão retirados da educação básica. 

O parlamentar afirmou que concorda com cortes anunciados pela própria instituição. “São cortes técnicos. O que não pode acontecer é ferir a qualidade de ensino. Se são adequações de excessos que não prejudiquem nível da universidade, sou a favor”. Lucas Calil disse ainda que acha mais válido gastar com educação do que os R$ 90 milhões que foram suplementados para o fundo de comunicação. 

Orçamento impositivo

O deputado estadual criticou, por último, a postura de Ronaldo Caiado (DEM), que sempre foi parlamentar e entusiasta do orçamento impositivo. “Agora que chega ao governo, a prática desmente o discurso. Mas com certeza votaremos para derrubar o veto do orçamento, é uma questão de independência da assembleia. Emenda impositiva faz bem aos municípios nesse momento calamitoso que atravessam”.

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