Lissauer avisa que regulamentará corte de pontos se quórum permanecer baixo

Presidente diz que ainda busca diálogo. Principal preocupação se dá sobre esvaziamento da Casa em ano eleitoral

Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás | Foto: Alego

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Lissauer Vieira (PSB), afirmou nesta terça-feira, 3, não descartar a regulamentação de corte de pontos para deputados faltosos da Casa. Para Lissauer, há riscos de esvaziamento do plenário em razão do ano eleitoral, mas diz que ainda tenta conscientizar os deputados sobre a importância da presença sem a aplicação de penalidades. Deputados se dividem.

Após o retorno do recesso parlamentar, no meio do último mês, a Casa ainda não emplacou tramitações de projetos com grande relevância em razão de quórum. De acordo com Lissauer, caso esse cenário se mantenha ele vê como necessário regulamentar a lei aprovada pela legislatura anterior, que prevê o corte de pontos em casos de faltas não justificadas.

“Nós  estamos conversando, não é isso que nós queremos, não é essa a minha meta, a minha meta é conscientizar os amigos parlamentares”, afirmou o presidente.

Mesmo com a  defesa moderada pela regulamentação, a ideia de corte de pontos divide os parlamentares. Veterano de legislaturas, o deputado Alvaro Guimarães (PSDB) diz ver de forma arriscada para a imagem da própria Casa.

“Eu acho que todos deveriam ter a responsabilidade de vir em todas as seções. Porém essa de cortar ponto é ruim porque acaba desmoralizando os deputados e o parlamento, então acho que temos que pensar direito”, afirma Alvaro, que acrescenta que o corte seria desgaste geral, para os parlamentares e para o presidente.

Já o deputado Wagner Neto (Pros) diz ser favorável ao corte, observado critérios de aplicação. “Eu sou a favor do corte de pontos desde que não seja aplicado injustamente, em caso de doença, por exemplo. Eu sou do interior e sei que as vezes não tem como vir para a Assembleia. Mas tem que ter critérios para essas justificativas”, destaca Neto. 

 

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