Líder do PCC, Marcola, é transferido de penitenciária em Brasília para Porto Velho

Detento foi transferido para Rondônia e ficará em uma unidade de segurança máxima

Líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília (PFBRA) nesta quinta-feira, dia 03, para outra unidade de segurança máxima do governo federal em Porto Velho, Rondônia.

Desde março de 2019, Marcola estava no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), na PFBRA, em São Sebastião (Distrito Federal). A ida para Rondônia não é uma novidade, visto que antes de chegar à capital federal, o líder da organização criminosa paulista já havia passado pelo norte do país. Na época da sua chegada em Brasília, a estadia de Marcola em Brasília não foi bem vista pelo governador, Ibaneis Rocha (MDB), causando um mal-estar com o então ministro da Justiça, Sergio Moro. Ibaneis não gostou da ideia de que lideranças de facções ficassem no Distrito Federal, por questões de seguranças. Segundo ele, familiares e integrantes dos grupos criminosos poderiam se instalar na cidade para ficar mais perto de seus líderes.

O atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, após assumir o ministério, disse que a transferência do preso seria uma das metas de sua gestão. Nesta tarde, ele publicou um vídeo da ação e afirmou que a transferência do presidiário foi realizada após um “minucioso planejamento com total sucesso”.

Marcola foi preso pela primeira vez em São Paulo, no final da década de 1990 pelos crimes de roubo a carros-fortes e bancos. Já na prisão, ele também foi condenado por formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio. Recentemente, a Justiça brasileira o condenou a mais 30 anos de prisão pela Operação Ethos, que investigou o setor jurídico da organização criminosa. As penas somadas ultrapassam os 300 anos.

A ida de Marcola para Rondônia foi justificada pelo Departamento Penitenciário Nacional como uma “medida rotineira”. Segundo o órgão, a transferência de presidiários “são efetivadas por indicação da inteligência penitenciária, atividade essencial para orientar a definição de estratégias de combate ao crime organizado”. A unidade em que Marcola ficará preso não foi informada por razões de segurança.

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