Justiça prorroga prisão temporária de cinco detidos da Operação Alicerce

Investigação do Ministério Público de Goiás apurou indícios de fraude no âmbito do programa de habitação do Estado

Computador sendo apreendido durante diligências da Operação Alicerce | Foto: Divulgação MP/GO

O juiz Donizete Martins de Oliveira, da 11ª Vara Criminal de Goiânia, prorrogou as prisões temporárias de cinco suspeitos presos na Operação Alicerce, deflagrada no dia 26. Dos oito detidos durante a ação, três não tiveram pedido de prorrogação da prisão temporária e foram liberados na última terça-feira (31/10) após o fim do prazo de cinco dias. Os presos estão recolhidos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A Operação Alicerce, realizada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), com apoio das polícias Civil e Militar, desarticulou organização criminosa que atuava na fraude em inscrições de famílias de baixa renda em programas de moradia popular no Estado, por meio de uma associação sem fins lucrativos, a Sociedade Habitacional Comunitária (SHC).

A investigação apurou que, desde 2012 até o ano passado, houve movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas da empresa, que é classificada como sem fins lucrativos, bem como vários saques de até R$ 50 mil que foram destinados para o chefe da associação, um ex-vereador de Goiânia.

Segundo informações do MP, o referido ex-parlamentar foi um dos que tiveram a prisão temporária prorrogada.

Além das prisões, a operação no dia 26 resultou no cumprimento de quatro mandados de condução coercitiva e nove de busca e apreensão, bem como no sequestro de bens no valor de até R$ 2 milhões.

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