Justiça entendeu “não ser necessária” prorrogação da prisão de Rincón e outros envolvidos

Ex-presidente da Agetop, o presidente da Codego, Júlio Vaz, e o casal Márcio Gomes Borges e Meire Cristina Borges estavam presos provisoriamente

Foto: reprodução

Após o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) Jayme Rincón e os demais presos pela Operação Confraria, na última quinta-feira, 6, cumprirem os cinco dias de prisão provisória, sendo soltos na madrugada desta terça-feira, 11, por não haver pedido de prorrogação da Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou.

De acordo com nota enviada ao Jornal Opção, o procurador da República, Hélio Telho, entendeu “não ser necessária” a prorrogação ou conversão em prisão preventiva. o texto informou, ainda, “que os trabalhos de investigação permanecem e que serão divulgadas, eventualmente, novas atuações do MPF no caso”.

Já a defesa de Jayme Rincón, afirmou que, desde o princípio, demonstrou “indignação” com a sua prisão temporária. Segundo afirmam os advogados, mandato se valeu de fatos que não foram investigados, esclarecidos por ocasião dos depoimentos dos proprietários dos imóveis e documentos juntados.

“A falta da necessidade de manutenção da prisão, corroborou todos os argumentos já apresentados pela defesa. Desde o princípio, a defesa de Jayme Rincón, valendo-se de todas as suas garantias constitucionais, sempre o colocou à disposição da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário, demonstrando, inclusive, respeito às referidas instituições”, afirmou a defesa.

Operação Confraria

A Operação Confraria é um desdobramento da Operação Cash Delivery deflagrada em setembro deste ano quando foram presas cinco pessoas, entre elas, Jayme Rincón e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

Além de Jayme, estavam presos desde a última semana o presidente da Codego, Júlio Vaz, o casal Márcio Gomes Borges, gerente-geral de Distritos da Codego, e Meire Cristina Rodrigues Borges, servidora comissionada da Secretaria Extraordinária de Articulação Política.

O grupo é suspeito de participar de esquemas de desvio de verbas do governo de Goiás e as investigações apontam incompatibilidade da vida luxuosa levada por Márcio Gomes e Meire Cristina com a renda comprovada por eles.

Apesar de ainda não haver novas informações sobre o avanço das investigações da Operação Confraria, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal apuram suposto esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo os acusados.

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