Justiça determina avaliação psicológica de adolescente que atirou em colegas

Segundo advogada, família do autor do atentado na escola Goyases está bastante abalada 

Advogada Rosângela Magalhães | Foto: Larissa Quixabeira/ Jornal Opção

A juíza Ítala Colnaghi, responsável pelo caso do jovem de 14 anos que atirou em colegas dentro da sala de aula em Goiânia, determinou, nesta sexta-feira (27/10), que seja feita uma avaliação psicológica do adolescente — que matou dois e deixou quatro feridos em atentado na última semana.

A informações foi dada pela advogada da família de J.C.M., Rosângela Magalhães, que falou à imprensa após a primeira audiência do caso, realizada no Juizado da Infância e Juventude, nesta manhã. Segundo ela, o menor e os pais foram ouvidos.

Durante a breve coletiva, a advogada explicou que já na próxima segunda-feira (30/10) a Justiça voltará a ouvir envolvidos no caso: testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).

Questionada sobre como a família está lidando com a tragédia, ela reforçou a tese de que o autor dos disparos era tranquilo e nunca foi motivo de preocupação para os pais.

“Não posso me debruçar sobre esse assunto. Em síntese é que para todos os familiares isso foi uma situação de extrema surpresa e que menino era ajustado, sem qualquer reclamação, sem qualquer tipo de fato passado que levasse a essa preocupação. Um menino ajustado, que tirava boas notas, sem nenhum tipo de problema. Eram uma família harmônica, a relação entre pai e filhos sempre foi muito tranquila”, contou.

Esta foi a segunda vez que os pais e o garoto J.C.M. se reencontraram após o atentado. A advogada contou que eles conversaram brevemente e estão muito abalados.

“Entendo que, como uma pessoa leiga, pai, mãe e menor, estão altamente abalados, sofridos com a situação. Ele é introvertido e faz com que tenhamos dificuldade em analisar o comportamento. Muito contido, respondeu a tudo que lhe foi perguntado”, acrescentou.

Magalhães disse ainda que o jovem voltou a demonstrar arrependimento e que não iria comentar sobre as suspeitas de bullying.

 

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