Justiça decreta prisão preventiva de bispo e padres acusados de desviar dinheiro

Clérigos são suspeitos de desviar cerca de R$ 1 milhão por ano e utilizar o dinheiro para comprar uma fazenda de gado e uma casa lotérica e colocar em nome de “laranjas”

A justiça acolheu o pedido do Ministério Público de Goiás e decretou a prisão preventiva do bispo José Ronaldo Ribeiro, do vigário Epitácio Cardozo Pereira e dos padres Moacyr Santana, Waldson José de Melo, Mário Vieira de Brito e Tiago Wenceslau Barros Júnior, acusados de desvio de dinheiro na Diocese de Formosa.

O grupo cumpre a medida no presídio de Formosa, recém inaugurado. As prisões resultaram da Operação Caifás deflagrada na última segunda-feira (19) para desarticular a associação criminosa que atuava desviando recursos da Diocese da Igreja Católica de Formosa, bem como de algumas paróquias ligadas a ela em outras cidades.

Apenas o secretário da Cúria de Formosa, Guilherme Frederico Magalhães, que estava preso temporariamente foi solto.

Bispo e padres são suspeitos de desviar cerca de R$ 1 milhão por ano e utilizar o dinheiro para comprar uma fazenda de gado e uma casa lotérica na cidade de Posse e colocar em nome de “laranjas”.

O MP descobriu ainda, por meio da quebra de sigilos telefônicos e bancários, que somente um dos padres investigados tinha mais de R$ 400 mil em sua conta bancária.

As investigações se iniciaram após o Ministério Público ter recebido denúncias de apostolados leigos (fiéis) dando conta que os desvios haviam sido iniciados em 2015.

 

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