A 1ª Vara Criminal de Anápolis decretou nesta quinta-feira, 16, a prisão preventiva Carlos César Savanasto, o Cacai Toledo, ex-presidente do DEM da cidade, e outros seis no caso da morte de Fábio Alves Escobar Cavalcante.

A decisão atribui a autoria do crime a seis policiais militares suspeitos de integrar a chamada “Confraria da Morte”, além de Cacai Toledo.

Para justificar a prisão preventiva, a comarca de Anápolis argumentou haver “prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria”.

Além disso, a Justiça afirmou que a decisão é “a garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução processual e para assegurar a aplicação da lei penal”.

O Jornal Opção tenta o contato com a defesa dos alvos da decisão judicial.

Relembre o caso

Dois anos antes de ser executado, Fábio Escobar fez uma série de vídeos e publicações dizendo que estava assustado com as ameaças recebidas depois de fazer denúncias. As juras de morte, inclusive, vieram supostamente de pessoas ligadas à Polícia Militar (PM) goiana.

Tempos depois, em 23 de junho de 2021, o homem foi assassinado por disparos de arma de fogo. Segundo documentos, a vítima foi atraída para uma emboscada por indivíduos que, se passando por compradores de um imóvel, marcaram encontro utilizando um celular.

Foi esse celular que, segundo os policiais, acabou gerando, indiretamente, a morte das outras pessoas. Os investigadores apuraram que, meses antes da morte de Fábio, o objeto estava em posse de Bruna Vitória Rabelo Tavares. A mulher é esposa de um suposto traficante, que teria conseguido o telefone como pagamento por uma venda de crack.


Os sete assassinatos em Anápolis e Terezópolis, supostamente planejados e executados por 10 policiais militares goianos, foram desencadeados após uma emboscada que custou a vida do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante (foto em destaque), morto na cidade anapolina em 2021. O objetivo dos militares presos na última terça-feira, 19, conforme documento do Ministério Público (MP), era exterminar provas que pudessem incriminá-los.

Dois anos antes de ser executado, o empresário fez uma série de vídeos e publicações dizendo que estava assustado com as ameaças recebidas depois de fazer denúncias. As juras de morte, inclusive, vieram de pessoas ligadas à Polícia Militar goiana.

Tempos depois, em 23 de junho de 2021, o homem foi assassinado por disparos de arma de fogo. Segundo documentos, a vítima foi atraída para uma emboscada por indivíduos que, se passando por compradores de um imóvel, marcaram encontro utilizando um celular.

Foi esse celular que, segundo os policiais, acabou gerando, indiretamente, a morte das outras pessoas. Os investigadores apuraram que, meses antes da morte de Fábio, o objeto estava em posse de Bruna Vitória Rabelo Tavares. A mulher é esposa de um suposto traficante, que teria conseguido o telefone como pagamento por uma venda de crack.

Bruna e Fábio estavam em um motel quando foram abordados e agredidos por policiais militares, que levaram o telefone. Posteriormente, o dono do aparelho reconheceu os PMs envolvidos.

Eles registraram um boletim de ocorrência na central de flagrantes de Anápolis após o roubo. Meses depois, Bruna, que estava grávida de 7 meses, foi vítima de homicídio, com tiros disparados por dois homens em uma motocicleta.

No mesmo dia do assassinato da jovem, procurando justificar a execução, um grupo de policiais militares se envolveu em suposto confronto com disparos de arma de fogo, ocasionando a morte de Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria. O trio, que era amigo de Bruna e Fábio, foi apontado como suspeito de ter matado a mulher.

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