Justiça decide por fim na greve de professores do Novo Gama

Paralisação foi convocada pelo Sinpro-NG e durou duas semanas

Foto: Divulgação

A Justiça se posicionou sobre a greve geral dos professores de Novo Gama, convocada pelo Sindicato dos Professores de Novo Gama (Sinpro-NG), e, após duas semanas de escolas paradas, estabeleceu o retorno dos docentes às salas de aula. Além disso, foi fixada multa de até R$ 150 mil para o Sinpro-NG em caso de descumprimento.

Vale destacar que o sindicato é acusado de realizar a paralisação para desmoralizar o governo da atual prefeita, Sonia Chaves (PSDB). Além disso, foi estabelecido que, tanto o salário quanto o horário de trabalho dos professores permanecessem como eram antes da Jornada Ampliada.

Jornada Ampliada

Pontua-se que a Jornada Ampliada dava aos docentes o direito de trabalhar somente no período matutino ou vespertino – o que dava o contra turno livre fora de sala. Segundo informações da administração municipal, isto obrigava a contratação de novos docentes para ocupar o tempo restante.

Outro ponto a citar é que, conforme lei nacional do magistério, docentes devem cumprir 40h de trabalho, sendo 26h em sala de aula e 14h fora, na preparação das aulas. Desta forma, conforme a administração municipal, com a Jornada Ampliada o horário correto não era cumprido.

Além disso, conforme informado, a nota do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) de Novo Gama não teve melhoras no período de cinco anos, ocasião em que se aplicou a Jornada Ampliada. Inclusive, a cidade, nesta época, esteve na última posição do ranking de notas entre os municípios de Goiás com até 200 mil habitantes.

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