Julgamento do caso Valério Luiz é novamente adiado após ação de advogados

Defesa alega suposta suspeição do juiz e dos promotores que atuam na ocorrência. Nova data deve ser definida

O julgamento dos cinco acusados pela morte do radialista Valério Luiz, que seria iniciado nesta segunda-feira, 2, foi novamente adiado. A decisão ocorreu após a defesa de Maurício Sampaio se ausentar do plenário. Os advogados alegam suposta suspeição do juiz e dos promotores que atuam no caso. As justificativas estiveram presentes em diversos recursos apresentados nas últimas semanas. Todos, até agora, foram negados. Sem data definida, a audiência deverá acontecer em julho deste ano. Essa é a terceira vez que o julgamento é adiado.

A defesa de Sampaio, que assumiu o caso há cerca de 20 dias, já havia afirmado, no último dia 25, que entraria com ações junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando o afastamento dos promotores da acusação e do juiz que irá conduzir o julgamento e alegou que deixaria a sessão caso não tivesse seu pedido acatado.

O CNMP, entretanto, deferiu pelo arquivamento da representação de Luiz Carlos Neto Silva contra os promotores, pelo fato de não constituírem ilícitos disciplinares. “Não se verifica a ocorrência de faltas funcionais atribuíveis aos membros requeridos, sendo, portanto, caso de arquivamento da presente Reclamação Disciplinar”, pontua o documento.

No início da sessão de julgamento, a defesa de Sampaio solicitou o adiamento do júri argumentando que a competência do julgamento é do 4 Tribunal do Júri e, que por isso, o corpo de jurados também deveria ser da lista 4 do Tribunal do Júri. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) se manifestou pelo indeferimento do pedido.

O órgão afirma que os recursos promovidos pela defesa não se sustentam no processo. De acordo com a promotora Renata Souza, tanto o TJ quanto o STJ já decidiram pela realização do júri nesta data. Antes mesmo da defesa de ausentar, a promotora pontuou que a defensoria pública deve assumir o caso para que esse argumento não seja mais empregado.

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