José Dirceu e Renato Duque são denunciados mais uma vez na Lava Jato

Ex-ministro da Casa Civil e ex-diretor de Serviços da Petrobras são suspeitos de receber propina para permitir contratos da empresa Apolo Tubulars com a estatal

José Dirceu e Renato Duque foram indiciados por corrupção ativa e passaiva e por participação em quadrilha | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcelo Camargo / Agência Brasil

José Dirceu e Renato Duque foram indiciados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e por participação em quadrilha | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcelo Camargo / Agência Brasil

A força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato apresentou mais uma denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e por fazerem parte de organização criminosa. O pedido foi feito à Justiça Federal na segunda-feira (27/6).

Duque e Dirceu teriam recebido propina para beneficiar a empresa Apolo Tubulars em possíveis contratos de venda de tubos com a Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os executivos da empresa procuraram o executivo Júlio Gerin para que ele procurasse Renato Duque e conseguisse firmar o negócio.

As investigações apontaram que Duque recebeu mais de R$ 7 milhões para que a Apolo fornecesse tubos à estatal em um contrato que começou em R$ 255 milhões e foi ampliado posteriormente para R$ 450 milhões. José Dirceu foi beneficiado posteriormente quando as vantagens ilícitas da Apolo foram transferidas para uma empresa de Júlio Camargo, a Piemonte.

Quando o dinheiro chegou às mãos de Julio Camargo, Renato Duque o orientou a repassar sua parcela ao “núcleo político capitaneado por José Dirceu”. O ex-ministro da Casa Civil teria recebido mais de R$ 2 milhões, o que representaria 30% de todo o valor recebido por Julio Camargo, que tentou esconder o pagamento custeando despesas de Dirceu com o uso de aeronaves.

Camargo também transferiu propina para Dirceu com um falso contrato entre as empresas Auguri e Credencial. Os valores ultrapassam os R$ 600 mil e foram feitos em um período de mais de quatro meses.

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