Após uma audiência de conciliação sem desfecho com a Prefeitura de Goiânia realizada nesta segunda-feira, 27, o Jóquei Clube de Goiás terá o prazo de 15 dias, contando a partir de amanhã, para apresentar sua defesa no processo de desapropriação da sede no Centro da capital.

Entre os desacordos, a direção do Clube questiona o valor atual de débitos apresentado pelo Executivo municipal, de R$ 265 milhões, que engloba débitos da sede e do Hipódromo da Lagoinha, e alega que parte desse valor já teria prescrito.

“Em cada processo de execução, estamos analisando diferentes questões. Por isso, as tratativas precisam chegar a um valor real e correto, o que ainda demanda um pouco mais de tempo”, comentou a presidente do Jóquei Clube, Nívia Cristina. E acrescentou: “Já estamos trabalhando nisso [na defesa] e vamos seguir adiante para pagar o que devemos ao município”.

Outro ponto argumentado pelos joqueanos é que o Paço Municipal teria decretado a desapropriação da sede no Centro sem a definição de destinação específica para o local.

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A Prefeitura de Goiânia, por sua vez, afirma que a direção do Jóquei não apresentou uma “contraproposta” quanto ao apontado valor real das dívidas. O Executivo também rebate o argumento de falta de destinação da sede e diz que a desapropriação, decretada em meados do ano passado, teve o objetivo claro de “manter o monumento arquitetônico” do local.

“A desapropriação ocorre no contexto do completo abandono de um imóvel de reconhecida relevância para a história de Goiânia e busca assegurar sua preservação em favor da memória, da cultura e da requalificação urbana da região central”, afirmou a Prefeitura, em nota enviada à reportagem na última semana.

Caso não se chegue a um acordo, a tendência é que a Prefeitura de Goiânia faça a juntada das execuções fiscais e reivindique a posse da sede do Jóquei Clube, determinada pela Justiça ainda em dezembro do ano passado.