Uma simples letra do alfabeto colocou a escrita dos goianos no centro de uma discussão nas redes sociais. A professora Aryana Castro se surpreendeu ao descobrir que o formato de “T” cursivo que aprendeu a escrever e considerava habitual não é utilizado da mesma maneira por muita gente em outras partes do Brasil.

A descoberta ocorreu depois que a professora foi questionada sobre o traçado da letra. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Aryana mostrou as duas formas de escrever o “T” e relatou a surpresa ao perceber a diferença.

Inicialmente, ela chegou a imaginar que o padrão ensinado nas escolas pudesse ter mudado com o passar dos anos. A discussão, porém, passou a apontar para outra possibilidade: o formato conhecido pela professora seria especialmente difundido entre pessoas que aprenderam a escrever em Goiás.

A diferença está no desenho feito à mão. Enquanto muitos goianos reconhecem como familiar o modelo apresentado por Aryana, pessoas de outras regiões afirmaram ter aprendido um traçado diferente para representar a mesma letra maiúscula em escrita cursiva.

Diferença chama atenção nas redes

A repercussão transformou uma particularidade da caligrafia em uma espécie de teste entre os internautas, que começaram a comparar a maneira como aprenderam a escrever na infância.

A associação do formato a Goiás, no entanto, não significa que exista um modelo exclusivo ou que todos os moradores do Estado escrevam da mesma maneira. O ensino da letra cursiva pode variar conforme a escola, o material utilizado, a época de alfabetização e o método adotado pelo professor.

Ainda assim, a identificação de vários goianos com o mesmo traçado fez a curiosidade ganhar espaço nas redes sociais e levantou uma pergunta aparentemente simples: afinal, existe mesmo um “T cursivo goiano” ou o formato apenas se tornou mais popular no Estado?

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