“Isso é mais um subterfúgio para pagar menos aos servidores”, diz presidente do Simsed sobre data base

Antônio Gonçalves afirma que o parcelamento é absurdo, e garante que a categoria continuará mobilizando-se contra essa medida

Foto: Reprodução

Foi assinado no último dia 16, pelo prefeito Iris Rezende (MDB), o projeto de Lei que concede a data base do funcionalismo do município referente ao ano de 2019. A proposta prevê um reajuste com base no Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) acumulado no período de maio de 2018 a abril de 2019, calculado em 4,67%. 

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Goiânia, entretanto, considerou o reajuste inadequado, e aprovou a convocação do secretário de finanças, Alessandro Melo, para prestar esclarecimentos, inclusive, sobre o parcelamento anunciado.

Para o presidente do Sindicato Municipal da Educação em Goiânia (Simsed), Antônio Gonçalves, o parcelamento da data base é extremamente absurdo, pois, segundo ele, o servidor já recebe pouco, “o salário é baixo e ainda querem dividir esse valor”.

Para Antônio, se as contas estão em dia, como diz o prefeito, essa medida não se justifica. Ele lembra, ainda, que os servidores da Educação não receberam o retroativo 2017 e 2018. “Consideramos [Sindicato] essa postura errada e imoral, vamos continuar reivindicando e mobilizando a categoria contra essa medida da prefeitura”.

O sindicato defende a ideia de que a correção deve ser feita de acordo com os índices nacionais, e não a partir do índice de inflação da cidade de Goiânia, como prevê o governo: “Isso é mais um subterfúgio do governo para pagar menos aos servidores, e a categoria é contrária a mais esse absurdo”, conclui Antônio.

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