A Justiça determinou a soltura do médico Daniel Alexandrino, irmão do deputado federal eleito e ex-secretário de Saúde, Ismael Alexandrino. Ele foi um dos três presos na última quinta-feira, 26, pela Operação Sinusal, que apura desvio de dinheiro em organização social na área da saúde em Goiás. Os detidos devem sair da prisão nesta terça-feira, 31.

Quem assinou a ordem de soltura foi o juiz da 2ª Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, Alessandro Pereira Pacheco. Daniel Alexandrino é suspeito de corrupção e desvio de dinheiro. Ele é médico cirurgião vascular e angiologista. Segundo a investigação, ele seria dono de uma empresa registrada no nome de laranjas e que prestaria serviços a uma organização social que atua no Estado.

A polícia recebeu denúncias de irregularidades nos contratos de gestão da OS Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC), que teria terceirizado o serviço para a empresa Amme Saúde. Ela seria registrada em nomes de laranjas, mas pertenceria a Daniel Alexandrino, segundo as investigações.

Na época das prisões, o IBGC divulgou uma nota que estava colaborando com as investigações e reafirmou que materia a regularidade do atendimento à saúde e gestão nas unidades de saúde que administra.

A defesa de Ismael, assinada pelo advogado Demóstenes Torres, esclarece que o ex-secretário estadual de Saúde Ismael Alexandrino está colaborando com as autoridades na investigação, inclusive ao fornecer a senha de seu aparelho de telefone celular.

Além das prisões temporárias de Daniel, Andreia Lopo e Fernando Borges, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens; A prisão temporária tinha duração de cinco dias e terminaria nesta terça-feira, 31. A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decarp) tinha pedido a prorrogação das prisões com o argumento de que cinco dias não seriam suficientes para analisar o material apreendido pela operação.