Iris reduz poder da Guarda Civil, que ficará por conta de vigiar prédios públicos

Prefeito anunciou medida durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (18)

Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (18/12), o prefeito Iris Rezende (PMDB) anunciou que a Guarda Civil Metropolitana não irá mais se dedicar à segurança da população ou realizar patrulha nos bairros, restringindo a atuação da corporação à vigilância dos prédios públicos da capital.

“A Guarda não vai mais prestar serviço de segurança na rua, o que é função da Polícia Militar e sim cuidar dos prédios públicos municipais, como parques, praças, escolas, postos de saúde e parques”, anunciou.

Na entrevista, Iris falou que, quando assumiu no início do ano, mais de 50 agentes estavam designados para fiscalizar a atuação de ambulantes na região da Rua 44. Para ele, não seria esta a função de um guarda municipal. “Eu disse: vocês vão cuidar das praças e escolas, de forma que reduziu muito o vandalismo nos prédios públicos”, afirmou.

A medida anunciada nesta segunda não é bem uma novidade. Em junho deste ano, o decano já havia adiantado a decisão, alvo de polêmica entre integrantes das forças de segurança no Estado.

Isso porque lei federal de número 13.022, de 8 de agosto de 2014, institui como principais funções das guardas municipais não apenas zelar os prédios públicos, mas também o patrulhamento preventivo, a preservação da vida, a proteção dos direitos humanos fundamentais, entre outras atribuições.

À época do primeiro anúncio, o vereador e também guarda civil Romário Policarpo fez críticas à gestão. Em entrevista ao Jornal Opção, ele lembrou que há índices que apontam queda da criminalidade nas regiões em que a GCM atua realizando serviço de patrulhamento preventivo.

Policarpo também lembrou que a municipalização da Segurança Pública é o que há de mais moderno no setor e definiu como “retrocesso para Goiânia” retirar os guardas das ruas.

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