Influenciador digital rouba celular, ostenta na internet, é descoberto e devolve iPhone 12

Paulo Henrique Cardoso já responde por processos criminal e cível. Mãe alega que o filho tem problemas mentais

Depois de usar uma frase motivacional para mostrar nas redes sociais um recém conquistado iPhone 12, a polícia descobriu, por meio de imagens das câmeras de segurança de uma loja no bairro Jundiaí, em Anápolis, que o influenciador digital Paulo Henrique Cardoso, 36, havia furtado o aparelho. As imagens dele entrando na loja, pegando o aparelho e colocando na cueca, viralizam na internet. Depois da repercussão, ele se disse arrependido e devolveu o celular.

Antes do furto ser descoberto, Paulo publicou uma foto nos status de WhatsApp ostentando o aparelho e agradecendo a Deus. “Aprendi que na vida é tudo devagar e aí conseguimos levantar o próprio império. Tenha humildade, acima de tudo seja honesto com você mesmo”, escreveu o jovem. Após a repercussão do caso, Paulo Henrique disse ao perfil Raio Imortal que já tinha devolvido o aparelho, estava arrependido e queria se redimir. “Foi um minuto de bobeira que passou pela minha cabeça. Nunca fiz isso. Eu havia comprado um iPhone lá”, falou.

Com 50 mil seguidores no perfil pessoal e quase 20 mil na página profissional dele, a Portal O Anápolis, Paulo Henrique, segundo a mãe dele, tem problemas mentais. À polícia, a mulher apresentou um laudo, alegou que o filho é interditado judicialmente e entregou o aparelho telefônico à delegacia. Segundo ela, o filho que se apresenta na internet como cristão e cidadão de bem, mas sofre de transtornos mentais. No entanto, o proprietário da loja localizada na Avenida Mato Grosso, cujo nome não foi revelado, minimizou a versão. “Engraçado que para responder na justiça ele não pode por ter problemas mentais, mas para roubar e prejudicar os outros ele pode”, afirmou. Os proprietários da loja procuraram a polícia e registraram o furto.

Além do furto do iPhone na última quinta-feira, 10, o influenciador digital responde por processos criminal e cível. Em fevereiro, por exemplo, a ex-companheira dele procurou a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) para denunciá-lo por violação de medidas protetivas e difamação. Na esfera civil, um dos processos contra Paulo é movido pelo presidente da Câmara Municipal de Anápolis. O vereador Leandro Ribeiro (PP) solicitou reparação judicial por comentários ofensivos feitos nas redes sociais.

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