Indígena ganha bolsa de estudos nos EUA e se tornará o primeiro doutor de seu povo

Além de ser o primeiro antropólogo da etnia Puyanawa, Jósimo Constant começará seu doutorado em 2022 

Foto: Reprodução/Mariana Leal/MEC

Jósimo Constant tem 32 anos e pertence ao povo Puyanawa, da aldeia Barão, no Acre, próximo à fronteira com o Peru. Em 2016, ele foi o primeiro indígena formado em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB) e, em cerca de quatro anos, ele deverá ser o primeiro doutor da história de seu povo. Até os 7 anos de idade, Jósimo Constant falava apenas a idioma Kãdeyruya, e aprendeu o português como segunda língua.

O antropólogo foi contemplado com uma bolsa de doutorado em ciência política, nos Estados Unidos. Jósimo Constant foi selecionado pelo programa “Oportunidades Acadêmicas Mestrado e Doutorado”, uma iniciativa da EducationUSA. A universidade ainda será escolhida pelo estudante, com a equipe que o acompanhará nos Estados Unidos, a partir de 14 de janeiro de 2022, data marcada para a viagem.

Criado com os costumes indígenas, Jósimo Constant precisou se mudar com a família para a cidade, já que a aldeia só oferecia educação até o quinto ano do ensino fundamental.  Seu pai era professor na escola local e teve a oportunidade de cursar o ensino superior na Universidade Federal do Acre (Ufac). Ele ingressou na UnB por meio de cotas e cita o pai como maior inspiração na busca pela formação intelectual. 

Foto: Reprodução/Mariana Leal/MEC

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