Aliados dizem que nome de Iris ou outro peemedebista deve ser anunciado para não desanimar militância. Porém, antes, será definida presidência do diretório estadual

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Sede do diretório estadual do PMDB | Foto: Marcello Dantas

Integrantes do PMDB temem esvaziamento no partido caso haja indefinição do candidato ao Paço Municipal para as eleições de outubro. O nome dominante é o do ex-governador Iris Rezende, também cotado para assumir o comando estadual da legenda no próximo mês.

Aliados acreditam no anúncio do líder peemedebista para concorrer à Prefeitura de Goiânia. Para isso, pregam discurso de força e união. Outros avaliam que a militância do PMDB pode enfraquecer nesse período. O motivo principal é a abertura da janela eleitoral em abril, exigida por ao menos seis meses antes do pleito.

“Temos de montar chapa competitiva para prefeito sem enrola”, afirma um apoiador. “A decisão deve ser feita da forma mais rápida e transparente possível”, prevê um vereador. “Os militantes querem sinalização mais rápida de quem quer que seja o candidato”, diz outro.

Contudo, o termômetro da pressa da base do PMDB passa ainda pela definição da presidência do diretório estadual, que está há meses sem comando. O desgaste da acefalia protagonizado no semestre passado pelos grupos do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e de Iris, parece ter passado.

O deputado federal Pedro Chaves preside a comissão provisória em substituição ao colegiado estadual. A eleição para a executiva estadual, agendada para fevereiro, tem como maior favorito o próprio Iris. O sinal de paz foi dado por um dos maiores interessados no cargo, o deputado federal Daniel Vilela.