Imas: conselheiro do TCM diz que valor de contrato pleiteado por Prefeitura “é muito alto”, mas que reestruturação do instituto é necessária
21 julho 2026 às 18h30

COMPARTILHAR
O conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), Valcenôr Braz, disse ao Jornal Opção, nesta terça-feira, 21, que considera muito elevado o custo anual do contrato com empresa de consultoria e gestão que a Prefeitura de Goiânia pleiteia para o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia, o Imas.
O processo de licitação, no valor de R$ 12 milhões ao ano, teria sua validade julgada pelo TCM na última semana. No entanto, o julgamento foi adiado após Braz pedir vistas. A análise será retomada tão logo o conselheiro devolva o processo ao plenário, o que ainda não tem data para acontecer.
À reportagem, Valcenôr Braz lembrou que o prefeito Sandro Mabel esteve no TCM, onde fez sustentação oral em defesa do aval ao contrato com a empresa de gestão, e enfatizou que o déficit do Imas era de cerca de R$ 20 milhões por ano.
“Agora, quer fazer um contrato de 12 milhões por ano. Estou preocupado com o valor, estou achando muito alto”, pontuou. O conselheiro disse que tentará “achar uma solução para alertar a Prefeitura. “Mas ainda não, estou estudando”.
Leia também: Conselheiro pede vista e julgamento no TCM envolvendo o Imas é adiado
Braz admitiu, no entanto, o esquema deficitário de funcionamento do Imas e que o instituto precisa, de fato, passar por um reestruturação.
“Estamos muito preocupados. A situação é difícil. Tem família que paga R$ 90 por mês. Nenhum plano de saúde sobrevive pagando R$ 90 por mês. Acredito, sim, que a reestruturação seja necessária”, concluiu.
Conforme já noticiado pelo Jornal Opção, Mabel acredita que “não existe plano B” para o Imas, apenas o caminho da reestruturação, o que demanda a contratação da empresa de gestão e consultoria. Segundo ele, caso o plano não tenha sucesso, a única saída possível é o fechamento definitivo do Imas.
“Se eu não tiver a condição de colocar a pessoa no Imas, de contratar uma assessoria profissional para o Imas, não adianta mandar o projeto de lei [para a Câmara Municipal]. Eu vou aumentar o custo para o usuário, mas não vou entregar o que eu preciso entregar para ele. Então, primeiro eu preciso ter quem vai fazer essa entrega e, só depois, aumentar o valor”, disse.



