Os crimes eram cometidos quando a mãe da menina saía para trabalhar

Um homem acusado de estuprar a própria filha de seis anos foi condenado a 12 anos de prisão. A sentença foi proferida pelo juiz Donizete Martins de Oliveira (foto), da 11ª Vara dos Crimes Punidos com Reclusão de Goiânia.

Os crimes eram cometidos quando a mãe da menina saía para trabalhar. Os abusos só vieram à tona quando, um dia, a garota ofereceu resistência à ideia de ficar sozinha com o pai. A mãe desconfiou e questionou o que havia acontecido, recebendo a resposta de que o homem havia tirado sua roupa e a penetrado. A mulher prestou queixa na delegacia e saiu de casa com a garota.

O crime ficou comprovado por meio de corpo de delito, laudo psicológico e pelas próprias declarações da criança. “A avaliação psicológica apresentou coerência com a denúncia em questão, além de estrutura lógica em relação aos aspectos gerais e quantidade de detalhes. Ademais, o exame de corpo de delito concluiu que houve prática de atos libidinosos com possibilidade de conjunção carnal”, explicou Donizete

Segundo o magistrado, o fato de o acusado ser pai da vítima agrava o crime. “O acusado, na condição de pai da vítima, detinha sobre ela autoridade, merecendo maior reprovabilidade sua ação, ressaltando-se que este se aproveitou da confiança nele depositada pela vítima e seus familiares.”