TCM-GO julgou irregular o portal da Prefeitura de Aparecida de Goiânia que disponibiliza informações públicas aos cidadãos 

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia perdeu eficiência no quesito transparência do uso dos recursos públicos sob a administração do ex-prefeito Gustavo Mendanha (Patriota), que deixou a gestão no último dia 31 de março para concorrer ao Governo de Goiás. Os dados são do relatório do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), que averiguou a aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) de 206 municípios goianos. 

Aparecida de Goiânia foi classificada como irregular em relação aos critérios de transparência atestados pelo TCM-GO. No ranking, a gestão de Gustavo Mendanha, avaliada de agosto a dezembro do ano passado, terminou em 147º, atrás dos municípios vizinhos, Goiânia (29ª),  Trindade (16ª) e Senador Canedo (15º). 

Equipe de técnicos do órgão de fiscalização dos municípios levou em consideração, dentre os critérios, o fornecimento de informações relevantes para os cidadãos, a disponibilidade de dados abertos, divulgação de informações públicas com acesso facilitado e fornecimento de informações contábeis, em tempo real.

A Corte determinou que os gestores municipais avaliados como irregulares adotem providência para solucionar as impropriedades apontadas, observando que há necessidade de disponibilizar informações em tempo real, no primeiro dia útil após o registro financeiro ou de atos públicos nos portais da transparência, de acordo com a Legislação.

Apesar da renúncia de Gustavo Mendanha ao cargo de prefeito de Aparecida de Goiânia, sua influência na cidade ainda persiste, sobretudo com nomes de alto escalão no governo, os quais foram escolhidos por ele. O principal deles é a própria esposa, Mayara Mendanha, que, apesar de muitas críticas à época da nomeação, comanda a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Mayara tem salário de R$ 12.948,73 para gerir a assistência social aos cerca de 27% dos aparecidenses que vivem em situação de extrema pobreza, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Procurada, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia não se manifestou até o fechamento desta reportagem.