Grécia conclui muro na fronteira em meio a temores de crise de imigrantes afegãos

Apesar de apelo turco, país que faz fronteira com o muro, governo grego segue com política anti-imigração

Trecho da cerca construída na região de Evros, na fronteira da Grécia com a Turquia | Foto: Reprodução

A Grécia concluiu a construção de um muro de 40 quilômetros ao longo de sua fronteira com a Turquia, em meio a preocupações em partes da Europa de que a tomada do Afeganistão pelo Taleban possa causar um fluxo de pessoas em busca de asilo.

Os ministros do governo grego percorreram a muralha na sexta-feira e disseram que a derrubada do governo do Afeganistão deu maior urgência aos esforços para reduzir o fluxo de migrantes através de suas fronteiras.

O país estava no centro da crise migratória da Europa em meados da década de 2010, quando milhões de refugiados da Síria, Afeganistão e Iraque viajaram para o continente. Desde então, a Grécia tem assumido uma postura linha-dura, rejeitando os apelos da Turquia e de organizações internacionais para permitir que mais migrantes passem por suas fronteiras.

“A crise afegã está criando novos fatos na esfera geopolítica e ao mesmo tempo criando possibilidades para fluxos de migrantes”, disse o ministro da Proteção ao Cidadão da Grécia, Michalis Chrisochoidis, em um comunicado do governo após visitar o muro de fronteira concluído na sexta-feira. “Como país, não podemos permanecer passivos às possíveis consequências.”

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan falou com o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis sobre o Afeganistão na sexta-feira, segundo comunicados do governo turco. Numa entrevista à televisão no dia anterior, ele exortou a União Europeia a ajudar os refugiados do país. “Se um período de transição não puder ser estabelecido no Afeganistão, a pressão sobre a migração, que já atingiu níveis elevados, aumentará ainda mais e esta situação representará um sério desafio para todos”, disse Erdogan.

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