Governo espera que edital para venda da Celg-D seja publicado na próxima semana

Secretária da Fazenda informou ao Jornal Opção que espera que leilão seja realizado, no mais tardar, em maio. Dinheiro será usado para investimentos

Secretária da Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão | Foto: Sefaz-GO

Secretária da Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão | Foto: Sefaz-GO

O edital que definirá as regras para o leilão da Celg-D deve ser publicado no dia 31 de março (quinta-feira da próxima semana). A avaliação é da secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão. Em entrevista ao Jornal Opção, a economista avalia que, caso concretizada, a medida deve permitir que a venda da companhia goiana seja concluída entre final de abril e começo de maio.

O leilão terá preço mínimo de R$ 2,8 bilhões e, somadas as dívidas que deverão ser assumidas pelo comprador, o negócio totalizará R$ 5,2 bilhões, segundo informação apresentada pelo International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, que participa do processo de venda.

Até agora, pelo menos cinco empresas já demonstraram interesse na compra da Celg-D. A própria Ana Carla Abrão sediou, em São Paulo, encontros com representantes do mercado financeiro, a fim de apresentar as potencialidades da companhia elétrica — que é comandada pela Eletrobrás.

A lei de privatizações exige que o edital seja publicado com ao menos 30 dias de antecedência da realização do leilão. A publicação estava marcada, incialmente, para março, mas acabou não sendo concretizada. Contudo, a secretária acredita que há a possibilidade de que as definições do Tribunal de Contas da União (TCU) flexibilizem o prazo.

Dívida

No acordo da privatização da Celg-D está previsto que o governo de Goiás assumirá uma dívida de R$ 1,9 bilhão em passivos da companhia. Para Ana Carla Abrão, esta é uma dívida benéfica, que será assumida mas não terá que ser paga imediatamente. “As taxas de juros ao ano são baixa, 6% apenas, é uma operação a longo prazo e o endividamento do Estado é baixo. Assim, não terá o menor impacto”, explicou.

A secretária da Fazenda lembra, ainda, que todo o valor fruto da venda entrará no caixa do governo, possibilitando grande volume de investimentos imediatos. “É bom destacar que o dinheiro da venda da Celg não poderá ser usado para custeio da máquina ou pagamento de folha”, esclareceu.

Não obstante, com o governo assumindo o montante da dívida, a empresa que comprar a Celg-D terá mais possibilidade de desenvolvê-la. “É uma operação na qual todos ganham”, arrematou.

Animado

Nos bastidores, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem se mostrado animado com a venda. Apesar do cenário de total crise econômica — governo federal anunciou déficit de R$ 100 bilhões para 2016 –, o tucano tem dito a aliados que quem apostar contra sua quarta administração, vai se decepcionar”.

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