Goiás registra terceira queda consecutiva no número de desocupados a procura de trabalho

Durante o mês de outubro deste ano, 670 mil pessoas em Goiás não procuraram trabalho, mas gostariam de ter trabalhado, revela levantamento

Carteira de trabalho tem se tornado um objeto pouco utilizado em uma realidade de consolidação da informalidade, que supera os empregos formais no Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A pesquisa Pnad Covid-19, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que durante o mês de outubro deste ano, 670 mil pessoas em Goiás não procuraram trabalho, mas gostariam de ter trabalhado. O dado demonstra que esta é a terceira queda consecutiva e um retomo ao patamar referente a maio de 2020.

Do total, 311 mil pessoas não ocupadas deixaram de procurar trabalho devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade, registrando o menor valor desde o início da pesquisa, revela a pesquisa. O levantamento mostrou que esse número representa também a terceira queda consecutiva.

Com isso, Goiás registra que a pandemia ou a falta de trabalho na localidade foram os motivos para 15,0% das pessoas que não procuraram trabalho, 7º menor percentual do país, ficando abaixo da média nacional que é de 19,9%.

Cronologia

De maio para junho, a Pnad Covid-19 registrou um aumento de 17,6 mil pessoas desocupadas em Goiás, chegando a 466 mil. Em julho, esse contingente chegou a 468 mil pessoas, passando para 478 mil em agosto e mantendo o quantitativo em setembro.

No entanto, no mês de outubro, o número de pessoas desocupadas caiu e atingiu 466 mil, ou seja, o mesmo valor de junho. Assim, a taxa de desocupação goiana, apesar de se manter estatisticamente estável em 12,8% em outubro, abaixo da média nacional (14,1%), chegou próximo ao menor patamar, registrado no mês de maio (12,6%).

Afastamento na pandemia

Outro dado trazido pela pesquisa diz que, em outubro, Goiás registrou o menor patamar de pessoas ocupadas e que estavam afastadas do trabalho devido ao distanciamento social desde o início da pesquisa (74 mil pessoas).

Trata-se de uma diferença de 405 mil pessoas em relação ao registrado em maio (479 mil). Essa variação significa que elas ou retornaram ao trabalho ou foram demitidas

Com isso, as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho que tinham devido ao distanciamento social representam 2,3% da população ocupada em Goiás. O estado figura como o 8º com o menor número de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, ficando pouco abaixo da média brasileira, que registrou 2,8%

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