Goiás registra quase 7 mil casos de síndrome respiratória; crianças menores de 2 anos são as mais afetadas
27 setembro 2026 às 17h39

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Goiás registrou 6.881 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e meados de agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O número representa uma queda de 19,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas cerca de 8,5 mil ocorrências.
Entre os registros deste ano, 10,78% foram associados à influenza. Em 42,73% dos casos, no entanto, o agente causador não foi identificado, situação classificada nos dados da secretaria como SRAG não especificada.
As crianças menores de 2 anos concentram o maior número de ocorrências no Estado. Na sequência aparecem os idosos, dois grupos que demandam maior atenção diante do risco de evolução de infecções respiratórias para quadros graves.
Crianças concentram casos
A maior incidência entre crianças ocorre em um cenário de atenção para a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais agentes relacionados às infecções do trato respiratório inferior nos primeiros anos de vida.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o vírus está associado a aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e a cerca de 40% das pneumonias registradas durante os períodos de maior circulação do VSR em crianças menores de 2 anos.
O vírus também está relacionado a hospitalizações por SRAG, principalmente entre bebês e crianças que apresentam fatores que aumentam o risco de complicações.
Em Goiânia, uma estratégia sazonal de proteção contra o VSR foi realizada até 31 de agosto para crianças menores de 2 anos com determinadas condições de saúde. Entre o público contemplado estavam pacientes com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e anomalias congênitas das vias aéreas.
Para bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, a oferta da proteção permanece disponível durante todo o ano.
Em 2026, o Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o nirsevimabe, anticorpo monoclonal utilizado para prevenir formas graves da infecção pelo VSR. A oferta por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) começou em fevereiro.
VSR lidera entre vírus identificados no país
No cenário nacional, dados do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contabilizam 151.165 casos de SRAG em 2026.
Entre os casos com resultado positivo para algum vírus respiratório, o VSR foi o mais identificado, presente em 41,1% dos registros. Na sequência aparecem o rinovírus, com 31,4%; a influenza A, com 17%; a influenza B, com 5,5%; e o SARS-CoV-2, com 3,8%.
Os números ajudam a dimensionar a atenção voltada às crianças pequenas, especialmente porque o VSR pode provocar quadros como bronquiolite e pneumonia e evoluir para formas graves que exigem hospitalização.
Sintomas exigem atenção
A SRAG pode estar associada a diferentes vírus respiratórios e também a outros agentes infecciosos. A síndrome representa o agravamento de um quadro respiratório e exige atenção diante de sinais como dificuldade para respirar e piora do estado geral.
A SES-GO orienta que pessoas com falta de ar, tosse persistente ou agravamento de doenças respiratórias preexistentes procurem atendimento médico.
A vacinação permanece entre as medidas utilizadas para reduzir o risco de infecções respiratórias e, principalmente, a ocorrência de formas graves. A recomendação é manter o esquema vacinal atualizado, sobretudo entre crianças, idosos e outros grupos mais suscetíveis a complicações.
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