Goiás receberá versão inicial de programa federal para Segurança Pública

Secretário Nacional de Segurança Pública veio ao Estado anunciar escolha para implementação

Foto: Divulgação

O secretário Nacional de Segurança Pública, general Theophilo, esteve em Goiânia nesta segunda-feira, 11, e anunciou que irá mostrar versão preliminar dos programas que integram o Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos na Capital.

No encontro, ele apresentou à cúpula da Segurança Pública em Goiás as diretrizes da política pública d segurança do governo de Jair Bolsonaro (PSL). “Temos orgulho e honra enormes em recebê-lo aqui. Goiás é o primeiro Estado que tem essa oportunidade”, enalteceu o governador Ronaldo Caiado (DEM).

Antes da apresentação no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o general aproveitou a vinda à Capital para conhecer o Centro Integrado de Inteligência Comando e Controle, na Secretaria de Segurança Pública (SSP). Lá, Caiado apresentou a Guilherme Theophilo as ações promovidas nos primeiros dois meses de governo que resultaram na queda de oito das 12 categorias de crimes historicamente aferidas no Estado.

O secretário ainda conheceu duas ferramentas que estão em fase de implantação no Centro de Inteligência. Trata-se do investimento do governador Ronaldo Caiado em um sistema de segurança tecnológico capaz de auxiliar as forças policiais no monitoramento de manchas criminais. O resultado é o combate a partir de levantamento de dados mais precisos.

O Centro Integrado de Inteligência já agrega os serviços de atendimento telefônico de emergência (190, 193 e 197), vídeo-monitoramento com câmeras espalhadas em pontos estratégicos da capital, monitoramento de presos por tornozeleiras eletrônicas, serviço de Inteligência e de produção de dados estatísticos.

Nacional

Guilherme Theophilo explicou que o Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos será o carro chefe do Ministério da Justiça, e que, “com o apoio do presidente Bolsonaro foram escolhidos cinco municípios, um em cada região, e Goiás representa aqui a Região Centro-Oeste, escolha motivada pelo apoio político que nós estamos tendo do governador”. O secretário anunciou que no dia 15 de março será inaugurado o Sistema Nacional de Estratégia de Segurança Pública (Sinesp), que vai integrar todos os estados da Federação e o Distrito Federal.

Guilherme Theophilo afirmou que o plano interministerial será implantado a partir do mês de junho, com abrangência não só na área de segurança pública, mas também na “educação, saúde, geração de emprego e desenvolvimento regional”, um exercício conjunto da Polícia Rodoviária Federal, das polícias Federal, Civil, Científica e Militar, visando posteriormente, a recuperação de escolas, creches e unidades de pronto atendimento de saúde.

“Goiás está aberto, a qualquer momento, pois aqui o senhor tem um aliado, porque precisamos mostrar aos bandidos que ele tem duas alternativas: muda de profissão ou sai de Goiás”, pontuou o governador. O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Rodney Rocha Miranda, agradeceu ao secretário Nacional de Segurança Pública pela escolha de Goiás para ser piloto na implantação do Plano de Ação de Segurança Pública. “Conte com a gente, conte com nosso trabalho, conte com nosso esforço, conte com nosso suor, que nós daremos uma resposta à altura da expectativa que está sendo criada em todo esse plano”, completou.

Desburocratizar acesso a recursos

Ronaldo Caiado reivindicou ao secretário agilidade na liberação de recursos pela União. “Não é possível que a gente tenha tanta burocracia para ter acesso ao dinheiro dos fundos. Construir uma penitenciária, por exemplo, pode durar até 20 anos”, revelou. E acrescentou que é preciso mais rigor na legislação pertinente aos presídios. “Eu já falei com o presidente da Ordem dos Advogados, seção Goiás, que é inadmissível essas audiências, essas visitas de corpo presente. Essas pessoas são utilizadas muito mais como mensageiras de ações, não é verdade? Acho que o parlatório deve ser obrigatoriedade em todas as penitenciárias”, salientou.

O governador asseverou que o grande desafio das forças de segurança do Estado é atacar o combate à violência na faixa etária dos 17 aos 25 anos de idade, “jovens sequestrados pelo narcotráfico, comandados por estruturas de dentro das penitenciárias”, mostrando uma “ação competente da polícia para poder interromper esse processo”.

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