Documento inédito divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que setor se expandiu em Goiás e empregos formais na área também

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(Foto: reprodução/Segplan)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, na manhã desta quinta-feira (6/11), durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília, um estudo inédio sobre a participação do setor industrial no PIB dos estados e do País. Chamado de Perfil da Indústria nos Estados, o documento tem informações e análises de uma década – 2001 a 2011 -sobre a evolução e participação de indústrias na economia das regiões, no Produto Interno Bruto (PIB) industrial nacional, na geração de emprego e nas exportações.

De acordo com o estudo, o Estado de Goiás aparece em quinto lugar no crescimento em participação para o PIB industrial brasileiro. Em dez anos, a contribuição das fábricas de Goiás para o PIB nacional aumentou 0,5 pontos percentuais e corresponde a 2,7% de todo o País.

O resultado foi destacado durante o encontro, que também mostrou a região Centro-Oeste como uma das que a indústria mais elevou sua participação no emprego. Neste índice, nosso estado alcançou o segundo lugar na participação do setor no total de empregados locais: variação positiva de 4%, ficando atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que registrou aumento de 6,3%. No ranking geral, Goiás cravou o 4º lugar.

Atualmente, Goiás tem 353 mil trabalhadores nas mais de 19,2 mil indústrias espalhadas pelo estado. É, inclusive, o que tem a maior participação da indústria no PIB da região Centro-Oeste – 23,2% – e também o que tem maior porcentual de trabalhadores com carteira assinada no setor industrial – 23,4%. Isso significa que, a cada 100 empregos com carteira de trabalho assinada em Goiás, cerca de 23 estão nas fábricas. O PIB industrial de Goiás é o maior da região, 25,8 bilhões de reais, e o 10º maior do País.

Nacional

O estado de São Paulo, o maior parque fabril do país, vem perdendo espaço na produção da indústria brasileira. Apesar de responder por 31,3% de tudo o que é produzido pelo setor, a participação do estado perdeu peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em uma década – de 2001 a 2011 -, a participação da indústria paulista no PIB industrial recuou 7,7 pontos percentuais, a maior queda registrada entre os demais estados e o Distrito Federal.

Por outro lado, aumentou a participação no PIB dos outros três estados do Sudeste, e de outros localizados nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Também são esses estados que estão contratando mais trabalhadores.A disseminação da contribuição dos estados na produção nacional mostra que há desconcentração da indústria no Brasil, segundo o documento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília. (Com informações do portal da CNI)