A Prefeitura de Goiânia pretende subsidiar cerca de 390 vagas em hotéis da capital para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade social a partir do segundo semestre de 2026. A iniciativa integra a política de benefícios eventuais aprovada em maio deste ano.

O programa será executado pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e já conta com recursos assegurados para sua implementação, segundo o superintendente de Direitos Humanos da pasta, Eduardo Oliveira.

De acordo com Oliveira, a proposta busca garantir condições mínimas para que migrantes e outros grupos vulneráveis possam reorganizar suas vidas, acessar o mercado de trabalho e romper ciclos de violência, exclusão social e violação de direitos. “Vamos atender pessoas em situação de rua, vítimas de violência — como integrantes da população LGBT+, por exemplo —, mulheres vítimas de violência e migrantes. São grupos em condição de elevada vulnerabilidade que queremos acolher por meio dessa nova política pública”, afirma.

A expectativa é que o edital de credenciamento dos hotéis seja publicado em breve. A previsão da prefeitura é que o serviço entre em funcionamento por volta de outubro de 2026. Além da oferta de hospedagem, o projeto prevê a capacitação dos estabelecimentos credenciados para o atendimento desse público. A expectativa é contratar hotéis de médio porte, classificados entre duas e três estrelas.

Segundo o superintendente, a iniciativa também pretende estimular a economia local ao direcionar recursos para o setor hoteleiro, especialmente os empreendimentos de médio porte. “É uma política casada, que alia o acolhimento humanitário ao fortalecimento da economia da cidade”, afirma.

A prefeitura avalia que hotéis localizados em regiões como o Centro, Campinas e a Região da 44 tendem a concentrar parte da demanda, devido à maior oferta de estabelecimentos desse perfil.

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