Goiânia chega à preparação para o período chuvoso com aumento nos casos de dengue e chikungunya. Até a semana epidemiológica 37 de 2026, a capital contabilizou 33.065 casos confirmados de dengue, alta de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, e 750 de chikungunya, crescimento de 351%. Foram registradas 33 mortes por dengue e uma por chikungunya.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das duas doenças e também da zika. Desde o início do ano, as equipes realizaram 1.705.891 visitas domiciliares e eliminaram mais de 953 mil focos, segundo a pasta.

Vistorias incluem imóveis fechados e abandonados

O trabalho integra a Operação de Enfrentamento à Dengue, lançada em fevereiro, e alcança os sete distritos sanitários da capital. Além das visitas regulares, as equipes fazem vistorias compulsórias em imóveis fechados ou abandonados e aplicam inseticidas com bombas costais e equipamentos de ultrabaixo volume (UBV).

O uso de fumacê em pontos estratégicos segue critérios técnicos e epidemiológicos, conforme a SMS.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirma que o reforço busca antecipar o combate ao mosquito à chegada das chuvas, período em que aumenta o risco de proliferação.

“Estamos reforçando as visitas domiciliares e ampliando as estratégias de combate ao mosquito em todas as regiões de Goiânia antes do início efetivo do período chuvoso, quando os casos tendem a aumentar”, afirma.

Capital recebe 25 mil armadilhas

Outra frente de atuação é a instalação de 25 mil armadilhas para monitoramento e controle do Aedes aegypti, distribuídas pelos sete distritos sanitários.

Desse total, 15 mil equipamentos da tecnologia In2Care foram instalados nas regiões Sudoeste, Norte, Sul e Noroeste. As outras 10 mil unidades, da tecnologia Inestrap, foram destinadas às regiões Leste, Campinas-Centro e Oeste.

A SMS também concluiu, na sexta-feira, 25, um ciclo de capacitação com mais de 650 agentes de combate às endemias. Os treinamentos abordaram identificação e eliminação de criadouros, prevenção das doenças e manejo ambiental, além das ações de vigilância e controle do mosquito.

Segundo o gerente de Controle de Vetores da SMS, Leandro Gouvea, a formação busca aprimorar a identificação de situações de risco e a atuação dos agentes para interromper a proliferação do Aedes aegypti.

Moradores devem eliminar água acumulada

A secretaria reforça que a participação dos moradores é necessária para o controle dos criadouros. As orientações são manter quintais e terrenos limpos, retirar recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes durante as vistorias.

Leandro Gouvea destaca que esses cuidados devem acompanhar o trabalho das equipes nos bairros, especialmente diante do aumento dos casos e da aproximação do período chuvoso.

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