Gerando 77.785 empregos com carteira assinada no primeiro semestre, Goiás começa a superar crise econômica, afirma economista

Em comparação com junho de 2020, houve um crescimento de 322,93% colocando Goiás em primeiro lugar no Centro-Oeste e em sexto no País

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério da Economia, divulgou nesta quinta-feira, 29, que Goiás finalizou o primeiro semestre de 2021 com saldo positivo na geração de empregos. Isso aconteceu, porque, segundo eles, houve a contratação de 77.785 pessoas com Carteira de Trabalho assinadas e 345.939 admissões contra 268.154 desligamentos. Isso significa um crescimento de 322,93%. Os números do semestre de 2021 superam todo o ano de 2020.

Conforme divulgou o Caged, Goiás registrou saldo de 15.141 novos empregos formais apenas no mês de junho. Para o economista Vítor Gontijo, o surgimento dessas novas vagas de emprego são frutos do “estímulo fiscal (isenção) do governo em busca de atrair novas empresas e indústrias para gerar mais emprego”.

Em meio a uma crise sanitária que gerou uma crise ferrenha, o número de desempregados, 268.154 desligamentos, ainda assusta. Contudo, para o Gontijo o saldo positivo de admissões mostra que o Estado e o país começa a sair da crise provocada pelo Covid-19. “Tanto na aspecto Macro quanto micro o aumento do emprego se traduz em um aumento do consumo e demonstra uma volta gradual da economia, o que impacta positivamente no PIB do Estado e do país”, afirma.

Com o avanço da vacinação, o surgimento de novos empregos tendem só a aumentar, como afirma Gontijo “a economia sofreu bastante com as paralizações necessárias pela pandemia e a reabertura gradual advinda do avanço da vacinação tende a diminuir os reflexos negativos causados pelos fechamentos”. Para ele o caminho para a geração de mais emprego é “desburocratizar e continuar estimulando a economia por meio de medidas que estimularão os geradores de emprego a contratar e trabalhar em prol da recuperação econômica do Estado”.

A nova estatística do Caged coloca Goiás na primeira colocação entre os Estados da região Centro-Oeste e a sexta posição nacional, atrás de São Paulo (105.547), Minas Gerais (32.818), Rio de Janeiro (16.002), Paraná (15.858) e Santa Catarina (13.587).

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