As pequenas Maria Helena e Maria Eva, gêmeas siamesas que vieram de São Paulo, passam por um momento importante nesta quarta-feira, 26. A equipe do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) realiza a cirurgia para colocar expansores de pele no tórax das meninas.

Os extensores serão colocados debaixo da pele e, aos poucos, serão preenchidos com soro ao longo das semanas. Isso faz com que a pele estique e ganhe o volume necessário para cobrir a área após a futura separação das siamesas.

A família é acompanhada de perto pelos especialistas do Hecad desde julho. Nesse período, as irmãs, que nasceram unidas pelo abdômen, têm feito uma bateria de exames e avaliações para que os médicos planejem cada detalhe com segurança.

Depois desse primeiro passo no tórax, que conta com o apoio da cirurgia plástica, os médicos planejam colocar mais expansores na região abdominal. Tudo vai depender de como o corpo de cada uma vai responder e cicatrizar.

Segundo os médicos reponsáveis pelo cuidado das meninas, ainda não há uma data marcada para a cirurgia definitiva de separação.

Relembre o caso

Maria Helena e Maria Eva, gêmeas siamesas de três meses, chegaram a Goiânia em julho, vindas de São Paulo, para iniciar o acompanhamento médico antes de uma possível cirurgia de separação. As meninas nasceram unidas pelo abdômen e passaram a ser acompanhadas por uma equipe multiprofissional do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).

Desde a chegada a Goiás, as irmãs passaram por uma série de exames e avaliações para que os especialistas conhecessem melhor as condições clínicas de cada uma e pudessem definir os próximos passos do tratamento. O caso é conduzido pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, que tem experiência em cirurgias de separação de gêmeas siameses.

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