Fifa é acusada de não pagar US$ 11 milhões prometidos a cidades-sede da Copa do Mundo de 2026
04 agosto 2026 às 19h56

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A Fifa está sendo cobrada por cidades que receberam jogos da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos após, segundo dirigentes locais, não repassar os recursos prometidos como legado do torneio. De acordo com reportagem do The Athletic, cada uma das 11 sedes norte-americanas teria recebido a garantia de um aporte de US$ 1 milhão, totalizando US$ 11 milhões, mas os pagamentos ainda não foram realizados.
Segundo a publicação, a promessa teria sido feita verbalmente por integrantes da alta cúpula da entidade durante reuniões com representantes das cidades. Apesar disso, a Fifa nunca anunciou oficialmente que faria os repasses relacionados à Copa do Mundo de 2026.
Os recursos seriam destinados a projetos de legado, como a construção de minicampos de futebol e o financiamento de iniciativas sociais ligadas ao esporte, repetindo um modelo apresentado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025. Na ocasião, a entidade anunciou uma contribuição de US$ 1 milhão para cada cidade-sede do torneio.
As cidades afetadas são Seattle, Área da Baía de São Francisco, Los Angeles, Dallas, Houston, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Nova York/Nova Jersey, Miami e Boston. Conforme o The Athletic, dirigentes desses comitês organizadores têm buscado esclarecimentos junto à Fifa, especialmente porque algumas estruturas locais já estão encerrando suas atividades e precisam concluir suas prestações de contas.
A entidade máxima do futebol foi procurada pelo The Athletic, mas optou por não comentar o caso. Em declarações anteriores sobre o programa de legado da Copa do Mundo de Clubes, a Fifa afirmou apenas que os projetos estão em diferentes estágios de desenvolvimento e que detalhes seriam divulgados futuramente.
A controvérsia surge em um momento de pressão sobre a gestão de Gianni Infantino. Embora a Fifa tenha registrado receitas bilionárias no ciclo da Copa do Mundo de 2026, representantes das cidades afirmam que o valor prometido é pequeno diante dos investimentos públicos realizados para sediar o torneio e cobram uma definição sobre o pagamento.


