Sete mil pessoas realizaram provas em Goiás no último domingo (18)

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplicou, no último domingo (18/11), a primeira fase do exame de Ordem. Cerca de 125 mil bacharéis em Direito, em todo o território nacional, se submeteram à prova, que visa credenciar os futuros profissionais ao exercício da advocacia. Em Goiás, cerca de sete mil candidatos realizaram o exame em Goiânia, Anápolis, Itumbiara, Jataí, Rio Verde, Catalão, Ceres e Valparaíso. Só na capital foram 4,5 mil examinandos.

De 2007 a 2010, o processo era conduzido, de forma unificada, pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Fundação Universidade de Brasília (FUB – UnB). Só depois ele passou à FGV. Já há sete anos à frente do processo, a instituição garante isonomia e transparência à aplicação da prova.

“No ano de 2007, houve seccionais – especificamente em Goiás – que sofreram com a adulteração e com a venda de provas. Em nosso Estado, nós temos um processo que corre na Justiça Federal no qual, em primeira instância, já foram denunciadas 101 pessoas com a venda de provas do Exame de Ordem naquele ano. Com a unificação e com a contratação de empresas idôneas, como é o caso da FGV, nós mantemos o absoluto sigilo e a segurança na prova da OAB”, ponderou o presidente da Comissão do Exame de Ordem, Rubens Fernando de Campos.

Prisões

Em 2007, a Polícia Federal prendeu onze pessoas, incluindo diretores da seccional, na Operação Passando a Limpo, que investigava fraudes no exame aplicado pela Seccional goiana naquele ano.  Entre os detidos, estavam o então presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-GO, Eládio Augusto Amorim Mesquita e o vice-presidente da mesma Comissão, na época, Pedro Paulo Guerra de Medeiros.

Passados 11 anos dessa realidade, atualmente a FGV e a OAB mantêm o mais rígido controle na aplicação do certame. Para Rubens Fernando, o compromisso da atual gestão da OAB, presidida por Lúcio Flávio de Paiva, que é candidato à reeleição, é com a idoneidade e com a lisura do processo.

“Quando assumi a presidência da Comissão de Exame de Ordem, o presidente Lúcio Flávio foi muito claro comigo. Ele exigia rigor máximo na condução da prova, a fim de se garantir a segurança jurídica dos candidatos e de preservar a imagem da nossa instituição, a OAB-Goiás”, reiterou o advogado.