Família diz que houve negligência e que apenas uma fita isolava toboágua interditado

A criança que morreu neste final de semana acabou tendo acesso ao toboágua em manutenção, conhecido por “Vulcão”, e caiu de um altura de cerca de 15 metros

Em tom de desabafo, Jaqueline Rosa, mãe de Davi Lucas de Miranda, de 8 anos, que morreu depois de cair de toboágua em manutenção em Caldas Novas, refuta a versão dada pelo Di Roma, parque aquático de propriedade da deputada federal Magda Mofatto (PL). Segundo ela, a área onde o menino acabou atravessando só tinha uma fitinha interditando o brinquedo. “Como deixam um brinquedo sem ninguém olhando. É preciso ter mais segurança”, contestou. Por meio de nota, o clube disse que área que ocorreu o acidente estava “completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma e melhorias”.

A mãe do garoto disse que, no momento do acidente, estava preparando mamadeira para o caçula e que os filhos estavam com o pai. Davi pediu para ir ao banheiro e, como conhecia o local e sabia nadar, Luciano, o pai das crianças, permitiu. Davi acabou tendo acesso ao toboágua em manutenção, conhecido por “Vulcão”, e caiu de um altura de cerca de 15 metros.

O menino foi atendido, inicialmente, por guarda-vidas do parque e levado pelo Samu para o Hospital Municipal de Caldas Novas. Conforme os socorristas, o garoto estava em estado grave e chegou a ser entubado. Uma equipe aérea do Corpo de Bombeiros foi acionada para transferir a vítima de helicóptero para Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, mas o ele sofreu uma parada cardíaca, a equipe teve que retornar e Davi não resistiu.

Para a família, houve falha por parte do parque aquático e o acidente poderia ter sido evitado. “De fato, houve negligência do parque. É um lugar com muita circulação de crianças. Com certeza, se tivesse uma barreira física ou alguém tomando conta, ele não desceria de lá. Vamos esperar passar esse momento e vamos tomar as medidas cabíveis, até para que não ocorra com outras crianças”, afirmou Giliard Miranda, tio de Davi. A Polícia Civil apura o caso. Nesta segunda-feira, o toboágua foi submetido a perícia. O resultado fica pronto em 10 dias.

Davi e os irmão já tinham ido outras vezes e adoravam o parque aquático. “Ele já estava acostumado. Dessa vez, como estava sem água dentro do brinquedo, por causa da manutenção, não amorteceu a queda. Ele não teve maldade quando viu a fita. Não tinha nenhuma outra barreira física”, conta Giliard.

Sepultamento

Segundo Jaqueline, a viagem para Caldas Novas já estava planejada, mas precisou ser adiada por conta das fortes chuvas que atingiram Minas Gerais. “Preferimos remarcar a ida à cidade para garantir a segurança deles e dos filhos no caminho”, comentou, ainda abalada. “Eu queria ter ido no lugar dele. Porque eu não tenho mais planos. Meus planos eram meus filhos”, disse.

O corpo do garoto será velado e sepultado nesta segunda-feira, 14, em Conselheiro Lafaiete, região Central de Minas, onde a família mora.

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