Falta de insumos ameaça continuidade da vacinação contra Covid-19 no Brasil

Governador Ronaldo Caiado (DEM) alertou que Goiás usará apenas metade das doses para assegurar que os imunizados tenham a segunda dose que deve ser aplicada 28 dias após a primeira

Instituto Serum, da Índia, produz doses de imunizantes contra Covid-19. │ Foto: Reuters/ Imago Images

O início da campanha de vacinação no Brasil, que aconteceu no último domingo 17, no estado de São Paulo, e na segunda-feira, 18, nos demais estados brasileiros, foi marcado pelo temor com relação a continuidade da imunização diante da incerteza de quando haverá nova remessa de doses do imunizante.

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) alertou que apenas metade das mais de 87 mil doses disponibilizadas ao estado serão aplicadas de forma a assegurar que os vacinados tenham acesso à segunda dose do imunizante que deve ser aplicado 28 dias após a primeira.

“Estamos dependendo da Índia cumprir a venda que foi feita ao Brasil de mais de 2 milhões de doses da Astrazeneca. O segundo ponto é quando nós teremos a liberação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) que é o insumo fundamental para a produção da vacina. Os dois laboratórios, tanto o Butantan quanto a Fiocruz dependem desse insumo que é chinês”, afirmou.

Para especialistas, há risco real de a vacinação contra a Covid-19 ser interrompida em pouco tempo, por falta total de imunizantes, uma vez que o plano teve início com apenas seis milhões de doses da Coronavac, volume insuficiente para vacinar os profissionais de saúde do país.

Mais  4,8 milhões de doses  estão em fase final de produção, no Instituto Butantan, que aguarda autorização da Anvisa para uso emergencial. O pedido foi feito ainda nesta segunda-feira, 18.

Para produzir mais, o instituto aguarda a chegada do insumo IFA. “Temos um carregamento de matéria-prima pronto lá na China para ser despachado”, afirmou o presidente do Butantan, Dimas Covas. “Estamos aguardando apenas a autorização do governo chinês para poder trazer e, assim, iniciar a 2ª etapa de produção. Mas dependemos da matéria-prima para poder continuar esse processo.”

Com estoque do insumo, o Butantan tem capacidade para fabricar um milhão de doses por dia. No entanto, a instituição estima que ainda demore cerca de dez meses para ter capacidade de produzir a vacina sem depender de insumos importados.

AstraZeneca

Já Fiocruz, que ainda não recebeu nenhuma remessa do IFA, nem começou a sua produção. Em nota, a instituição informou que a chegada dos insumos em janeiro ainda está dentro do calendário contratual.

Por contrato, se a AstraZeneca não entregar o princípio ativo, deve fornecer as vacinas prontas. A farmacêutica diz que continua trabalhando na liberação dos lotes de IFA, na China.

Sobre a importação de dois milhões de doses prontas do imunizante de Oxford, plano que o governo previa executar no fim de semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, nesta segunda-feira, 18, que ainda não havia recebido “resposta positiva” sobre a compra.

Sem dar previsão de uma data, ele disse que teve sinalização de que o embarque vai se resolver nesta semana. (Com informações de Exame)

Uma resposta para “Falta de insumos ameaça continuidade da vacinação contra Covid-19 no Brasil”

  1. ESTAMOS COM UM MINISTRO DA SAÚDE E UM PRESIDENTE INCOMPETENTE E IRRESPONSÁVEIS

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