Faculdade de Medicina da UFG treina profissionais para intubação de pacientes da Covid

Curso foi montado em abril, no início da pandemia, para alunos de Medicina de 5º a 6º ano voluntários no enfrentamento à doença. FM se disponibiliza para treinar profissionais interessados

Desde abril deste ano, no começo da pandemia de Covid-19, a Faculdade de Medicina (FM) da Universidade Federal de Goiás (UFG) teve a iniciativa de realizar um curso para estudantes do 5º e 6º período de capacitação para intubação de pacientes e cuidados relacionados à doença causada pelo SARS-COV-2.

“No início da pandemia, reunimos professores, residentes, médicos do Hospital das Clínicas e a gente fez treinamento com todos os alunos do 5º e 6º ano que era voluntários em atividades da Covid”, conta a professora Helena Rezende Silva, vice coordenadora do Internato da FM.

Ela conta que o treinamento não é apenas de intubação, mas inclui também outros socorros a pacientes acometidos pelo coronavírus, a retirada dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros cuidados. Desses cursos, apenas o de intubação é exclusivo para pessoas da Medicina. Os demais cursos estão abertos a enfermagem, fisioterapia e outras áreas da saúde no enfrentamento.

De acordo com ela, cerca de 10% dos infectados pela Covid-19 necessitam de internação. Entre os quais, de 3% a 5%, desenvolvem um estado crítico e precisam ser intubados. No entanto, nem todo profissional está preparado para realizar o procedimento, já que o treinamento nas universidades é realizado com bonecos.

“A FM se coloca à disposição da Secretaria Municipal de Saúde, se for necessário. A gente pode também treinar outros profissionais, caso haja interesse, montar novos cursos”, ressaltou Helena sobre uma melhor preparação dos profissionais na linha de frente.

Ela também destacou que os cuidados atuais para evitar a contaminação pela pandemia não são passageiros. “Eles vieram para ficar. Isso não vai passar tão cedo. E virão outras doenças, outras pandemias”, alertou. “Continuem mantendo as mesmas recomendações: sem abraço, sem beijinho, sem aperto de mão, cuidados com higienização. Qualquer pessoa que tiver sintomas tem que saber que não pode entrar no meio da população e transmitir isso para as outras pessoas.”

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