A exposição “Alopatia para Ancestralidade Inventada”, do artista plástico Ebert Calaça, permanece em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, até 9 de setembro. A mostra, que será aberta nesta quinta-feira (13), reúne mais de 80 telas, a maioria inédita, produzidas ao longo de dois anos de pesquisa do artista.

A exposição tem curadoria de Gregório Soares Rodrigues e aborda temas como ancestralidade, identidade, memória e cura. As obras foram produzidas sobre suportes como papelão e chapas de metal reciclados, materiais que fazem parte da pesquisa visual de Calaça.

As pinturas apresentam personagens e figuras simbólicas relacionados, segundo a proposta da exposição, a questões de espiritualidade, memória e identificação. O trabalho também estabelece relações com referências de diferentes áreas do conhecimento, entre elas o conceito de “estádio do espelho”, formulado pelo psicanalista Jacques Lacan para tratar dos processos de identificação e reconhecimento do indivíduo.

Calaça tem trajetória ligada à arte urbana e ao grafite e já desenvolveu trabalhos em cidades como Goiânia, Brasília, Recife e Barcelona, na Espanha. A exposição reúne trabalhos realizados em técnicas mistas e com uso de cores intensas.

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